Princípio de rebelião em presídio onde estão presos da Lava Jato deixa dois agentes feridos

Os presos da Lava Jato no Complexo Médico Penal (CMP) estão hoje ocupando uma sala de um hospital do complexo

23:00 | Ago. 16, 2019

José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, é um dos presos do Complexo Médico Penal (PR). (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Um início de rebelião aconteceu nesta sexta-feira, 16, no Complexo Médico Penal (CMP), de Pinhais (PR), presídio que abriga alguns presos da Operação Lava Jato. A informação foi divulgada pelo Conselho da Comunidade de Curitiba, órgão vinculado à Justiça e responsável pela fiscalização de prisões, e depois confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp).

Conforme informações, uma tentativa de motim na galeria 3 do CMP, no qual dois presos teriam atacado dois agentes, deixando um deles ferido com mais gravidade. A rebelião foi controlada e o agente machucado foi levado para o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul (PR). 

“Recebemos a informação sobre a tentativa de rebelião e fomos à penitenciária para acompanhar o trabalho das forças de segurança. Quando chegamos em Pinhais, os agentes já haviam controlado a situação. Lamentamos que a violência tenha deixado os dois agentes feridos, um com mais gravidade”, afirmou Isabel Kugler Mendes, presidente do Conselho da Comunidade da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba – Órgão da Execução Penal.

Presos da Lava Jato não são afetados

Os presos da Lava Jato no CMP estão hoje ocupando uma sala de um hospital do complexo. Muitos têm diploma de curso superior. Por isso, estão detidos em celas especiais, separadas das demais galerias. Entre eles, o ex-ministro José Dirceu; ex-presidente do Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto e o ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro. A galeria no qual eles se encontram fica isolada dos outros setores do Complexo.

Hoje é dia de visitas no Complexo Médico Penal. Apesar do incidente, as visitas dos familiares não foram canceladas. Advogados, entretanto, foram proibidos de entrar. Funcionários de empresas que prestam serviços dentro do CMP também tiveram sua entrada barrada por conta dos ataques. As informações são do portal UOL Notícias.