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Aos 74 anos, morre ator Cláudio Marzo, no Rio de Janeiro

Artista estava internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) desde o dia 4 de março. Quadro de pneumonia agravou uma enfisema pulmonar

17:04 | 22/03/2015
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O ator Cláudio Marzo morreu, aos 74 anos, na manhã deste domingo, 22 na clínica São Vicente Gávea, no Rio de Janeiro. Famoso pelos papéis de galã em novelas, ele estava internado com quadro de pneumonia, dispneia e desorientação. Ele também se tratava se enfisema pulmonar, agravado pela pneumonia.

Segundo a assessoria do hospital, o ator foi internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) no último dia 4. Esta foi a segunda internação do ator no ano, que também foi hospitalizado em fevereiro com quadro infeccioso associado à insuficiência renal e enfisema descompensado.

Em dezembro do ano passado, o artista ficou internado por três dias CTI para tratar uma pneumonia. Em 2013, ele foi hospitalizado em três ocasiões: duas vezes por conta de problemas respiratórios e uma vez em decorrência de uma hemorragia digestiva.

O local e horário do velório ainda não foram divulgados, pois a família aguarda a chegada de um dos filhos que mora na Austrália. Marzo deixa três filhos - Alexandra, Diogo e Bento - e a mulher, Neia. Ele já foi casado com Betty Faria, Denise Dumont e Xuxa Lopes.

Vida
Filho de descendentes de italianos, Marzo nasceu no dia 26 de setembro de 1940, em São Paulo. Aos 17 anos ele largou os estudos e foi trabalhar como figurante na TV Paulista – de lá, foi para a TV Tupi.

No mesmo ano em que a Globo foi criada (1965), ele foi chamado para trabalhar na emissora, quando fazia parte do Teatro Oficina e trabalhava como dublador. Sua primeira novela foi "A Moreninha", de Graça Mello, com 35 capítulos.

No início dos anos 1970 ele ganhou a fama de “galã” e se destacou como protagonista de "Véu de Noiva" (1969) e "Irmãos Coragem", exibida de 1970 a 1971. Ele interpretou o mais novo dos irmãos Coragem, chamado “Duda”, que desejava ser jogador de futebol.
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Marzo abandonou a imagem de “galã” no auge da carreira, após a exibição da novela "Carinhoso" (1973), em que fazia par romântico com Regina Duarte. "Logo depois de 'Carinhoso', decidi que não queria mais gastar a minha vida com coisas tão descartáveis como aqueles personagens que estava fazendo", disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

Em 1988 ele deixa a Globo para trabalhar na TV Manchete, atuando nas novelas "Kananga do Japão" e "Pantanal". A volta para a emissora global se deu em 1993 e sua última interpretação foi exibida em 2009, da série “Guerrra e Paz”.

Marco também atuou no cinema, em 35 filmes, como "Nunca Fomos Tão Felizes" (1984), de Murilo Salles. No longa, ele interpreta um homem misterioso, ex-militante político perseguido pela ditadura.

Redação O POVO Online
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