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Gilmar prorroga investigação por 60 dias

01:30 | Abr. 20, 2018
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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu prorrogar por 60 dias as investigações sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no âmbito de um inquérito que apura “maquiagem” de informações prestadas pelo Banco Rural à CPMI dos Correios. Gilmar também determinou que o inquérito contra o senador seja encaminhado à Polícia Federal para a realização de diligências.

 

“Tendo em vista que há diligências pendentes (...), defiro a prorrogação de prazo, nos termos requeridos. Ante o exposto, determino o prosseguimento das investigações, deferindo o prazo de 60 dias para conclusão”, determinou o ministro, em decisão de 13 de abril.

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O inquérito foi instaurado com base na delação premiada do ex-senador Delcídio Amaral (MS). O delegado de Polícia Federal Heliel Jefferson Martins havia pedido a prorrogação do prazo para a conclusão das investigações, já que aguarda o retorno de duas cartas precatórias (quando há pedido de informações envolvendo instâncias judiciais distintas) para apresentar o relatório final.

 

Procurada, a assessoria do senador informou que “prorrogações são medidas rotineiras em inquéritos” e que “quanto mais profunda e isenta for a investigação, mais clareza haverá de que o senador não tem qualquer relação com os fatos investigados”.

 

Na última terça, a Primeira Turma do STF aceitou denúncia contra o senador pelos crimes de corrupção passiva e obstrução da Justiça com base na delação do Grupo J&F. Ex-presidente nacional do PSDB, Aécio se tornou réu pela primeira vez no STF por causa do episódio em que foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista.

Agência Estado

 

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