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Poucos defendem financiamento privado, diz Eunício

O presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB-CE) destacou ainda que é contra a proposta que permite ocultar o nome dos doadores de campanha, independentemente do valor doado. Reforma política vai a votação hoje
01:30 | Ago. 22, 2017
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O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), considera que não seria possível aprovar a volta do financiamento empresarial de campanhas para a eleição de 2018, como desejam alguns parlamentares.


Segundo o senador cearense, a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do tema levaria pelo menos um ano para ser finalizada no Congresso Nacional.


“Isso (PEC do financiamento privado) não demora menos de um ano (para ser aprovado no Congresso), nós temos um mês e pouco”, declarou Eunício à imprensa em entrevista ontem.

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“Meia dúzia “

Para que a alteração entrasse em vigor no próximo ano teria que ser aprovada em dois turnos nos plenários do Senado e da Câmara um ano antes da eleição, no dia 7 de outubro, prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Eunício Oliveira disse ainda que apenas “meia dúzia de pessoas” passou a defender a volta do financiamento privado que conta com a reprovação da sociedade.


“A opinião pública está muito atenta. Depois que aprovamos a chamada delação premiada, não existem mais presos, existem delatores que dizem que doaram na época pela condição ‘a’ ou ‘b’. Se esse sistema legitimamente aprovado pela lei deu no que deu, vamos aprovar novamente o financiamento privado de campanha?”, questionou.


Reforma política

Além disso, Eunício acredita que não seria adequado o Senado começar a analisar a PEC no mesmo momento que a Câmara analisa três propostas relacionadas à reforma política.

 

O senador criticou o grande número de partidos no Brasil e defendeu a PEC, criada pelo Senado e em análise na Câmara dos Deputados, que cria a cláusula de barreira e o fim das coligações proporcionais.


O peemedebista destacou que é contra a proposta que permite ocultar o nome dos doadores de campanha, independentemente do valor doado.


“A proposta das doações ocultas não passará aqui no Senado; eu não pautarei”, frisou. Na semana passada, o relator da reforma política na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP), recuou e anunciou que iria retirar a proposta de seu parecer.


Reunião

Eunício conversou com a imprensa após reunião com o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, no Salão Nobre do Congresso.

 

De acordo com o peemedebista, foi apenas uma “visita de cortesia” para tratar da relação Brasil-Paraguai. “Achamos que o Brasil precisa se juntar com esses países que produzem aqui para que a gente leve a América do Sul para o mundo do ponto de vista das exportações”, afirmou Eunício.

 

Agência Brasil

 

 

Saiba mais

 

A proposta de se implantar no Brasil o semipresidencialismo, um modelo no qual, apesar de haver um primeiro-ministro, o presidente mantém a força política, seria "extremamente útil para o Brasil", declarou ontem o presidente Michel Temer, ao final de um almoço no Itamaraty oferecido ao presidente do Paraguai, Horácio Cartes, em visita oficial ao País. Questionado se preferia o modelo português ou o francês, Temer disse que os dois são muito semelhantes.

"O presidente tem uma presença muito grande", comentou. "Não adianta instituir um parlamentarismo em que o presidente é fraco."


O presidente informou que tem dialogado com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) sobre o tema. "Se vai dar certo ou não, não sabemos", disse.

 

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