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É hora do partido de cúpula prevalecer

01:30 | Ago. 22, 2017
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Guálter George, editor-executivo de Conjuntura


O momento é crucial para o PSDB. A briga interna pode ganhar contorno fratricida se não for bem administrada pelos seus líderes, tudo gente grande, vacinada na política, capaz de saber que uma crise do tamanho da que hoje os divide exige muita serenidade para ser administrada com eficiência. À parte o direito que tem cada lado de mostrar firmeza na defesa do seu posicionamento em relação ao impasse que se estabeleceu. É um dilema de proporção gigantesca, porque se o partido precisa mesmo manter uma distância prudente do impopular governo Temer para manter vivo seu projeto para 2018, de outra parte lançar o peemedebista ao abandono representará aumentar o risco de fracasso de um processo pelo qual os tucanos também precisariam assumir responsabilidade. Temer é presidente muito em função do apoio decisivo a ele garantido desde o começo pelo PSDB, que também ocupa funções estratégicas na sua gestão e, caso ela fracasse, há uma parte importante da conta a ser atribuída negativamente àqueles que permitiram sua sustentação política, especialmente no Congresso. Portanto, Tasso Jereissati, Aécio Neves, seus aliados e aqueles correligionários de ambos eventualmente independentes, precisam buscar um meio de encontrar uma saída que, de fato, vá ao encontro do que seria o melhor consenso, que assegure a unidade possível. Por característica, trata-se de uma organização partidária de cúpula, que consegue manter as grandes decisões sob o controle de quem entende os interesses em jogo, mais do que a militância em geral, à qual os resultados imediatos é que importam. Como neste caso, ao contrário, a estratégia precisa olhar com atenção maior para o prazo de média ou longa duração caberá a estes dirigentes, inclusive os que brigam entre si, serenar os próprios ânimos e, pelo exemplo, viabilizar que o ambiente volte a ser o de sempre entre eles.

 

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