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Divergências na base de Temer adiam votação da reforma eleitoral

2017-08-15 01:30:00
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A Câmara dos Deputados adiou para a próxima semana a votação em plenário da Proposta de Emenda à Constituição 77/03 que reforma o sistema eleitoral. O texto, que estava previsto para ser votado amanhã, foi adiado por falta de consenso entre os partidos, o que não garantiu ainda os votos necessários para aprovação da matéria.


Pelo menos seis agremiações, como PT, PCdoB, Psol, PR, PRB e PV, já fecharam questão contra o “distritão”, que coloca a eleição legislativa no mesmo modelo de uma disputa majoritária. Algumas dessas legendas, no entanto, ainda discutem sobre o distrital misto.


É o caso do PT, onde cresce internamente, conforme apurado pelo O POVO, a tese de apoio ao distrital misto para 2022, no modelo alemão. A proposta destina a primeira metade das vagas em distritos e a outra no modelo proporcional. “Não é um assunto fechado ainda”, diz o deputado Assis Carvalho (PT-PI).

[SAIBAMAIS]

O PDT, por outro lado, não chegou a um consenso nem em relação ao distritão. O deputado André Figueiredo (PDT) disse que o partido vai discutir a questão nos próximos dias e que pode liberar a bancada para votar conforme a “consciência de cada um”.


A presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos (PE), disse ao O POVO que a legenda defende o modelo atual, mas que conversa com todos os partidos, inclusive da direita, para entrar em um acordo.


“A gente tem conversado com todo mundo porque dentro do contexto da reforma tem também a cláusula de barreira e o fundo eleitoral público”, relembrou.


Racha

Dividido, o PSDB começa a ser cobrado pelo governo sobre a reforma eleitoral. Embora o deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB) argumente que o partido deverá votar em sua maioria com o governo, aliados do presidente Michel Temer (PMDB) têm cobrado publicamente mais empenho do partido em mais uma matéria que não consegue unidade interna.

 

O deputado Danilo Forte (PSB) chegou a sugerir a criação de um novo partido ou de um grande bloco na Câmara em apoio às reformas em razão das traições.


“O PSDB está dividido há muito tempo, desde quando a direção partidária recuou do apoio às reformas. Mas não é só no PSDB, é em todos os partidos que há essas dissidências. Estamos tentando agrupar novos parlamentares em uma frente ou novo partido que tenha compromisso com as reformas e mudanças que o País precisa”, cobrou.

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Wagner Mendes

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