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Sérgio Cabral é condenado a 14 anos e dois meses de prisão

Sentença foi proferida por Sergio Moro pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em processo a que ele responde no âmbito Lava Jato
01:30 | Jun. 14, 2017
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O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB-RJ) foi condenado pelo juiz federal Sergio Moro a 14 anos e 2 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato. O peemedebista foi acusado de ter recebido propina de pelo menos R$ 2,7 milhões da empreiteira Andrade Gutierrez, entre 2007 e 2011, referente as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobras.


O magistrado fixou o regime fechado para o início de cumprimento da pena. “Entre os crimes de corrupção e de lavagem, há concurso material, motivo pelo qual as penas somadas chegam a catorze anos e dois meses de reclusão, que reputo definitivas para Sergio de Oliveira Cabral Santos Filho”, decretou Moro.


A ex-primeira-dama Adriana de Lourdes Ancelmo foi absolvida “das imputações de crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro por falta de prova suficiente de autoria ou participação”.

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O juiz Moro condenou ainda o ex-secretário do governo do peemedebista Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho - 10 anos e 8 meses - e o “homem da mala” Carlos Miranda - 10 anos - por corrupção e lavagem de dinheiro.


O magistrado decretou, “em decorrência da condenação pelo crime de lavagem” a interdição de Sérgio Cabral, Wilson Carlos e Carlos Miranda “para o exercício de cargo ou função pública ou de diretor, membro de conselho ou de gerência das pessoas jurídicas referidas no artigo 9º da mesma lei pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade”.


O advogado Rodrigo Roca, que representa o ex-governador, declarou que vai recorrer da sentença na próxima semana.No processo, a defesa de Cabral afirmou que o acordo de colaboração firmado com os ex-executivos da Andrade Gutierrez é ilegal, que o juiz é incompetente para julgar a ação penal e que houve cerceamento de defesa porque os advogados falaram com o réu na prisão apenas por parlatório. Também sustentou que não havia conexão entre o crime de corrupção e a lavagem apontada pela acusação.


Em audiência com Moro, o ex-governador negou ter recebido propina, mas afirmou que houve caixa dois em sua campanha eleitoral.

 

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