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O respeito é a base que faz a Justiça funcionar

01:30 | Mai. 04, 2017
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Guálter George, editor-executivo de Conjuntura


O clima de FlaxFlu está de novo nas ruas do Brasil como resultado de uma decisão judicial. A liberdade concedida pelo STF ao petista José Dirceu, em julgamento realizado por cinco ministros da 2ª Câmara, é comemorada por uma parte da sociedade e gera revolta de outros segmentos sem base de fundamentação técnica quase nenhuma. É um debate basicamente político, e rasteiro, raso, tosco. Porém, torna-se quase obrigatório aceitá-lo como natural, incluindo os excessos, porque não se pode obrigar o cidadão leigo a entender como funciona a mecânica jurídica do País. Agora, injustificável é a atitude do procurador da República Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa que comanda as investigações e que cuida das acusações na operação Lava Jato. Injustificável porque ele demonstrou inconformismo, o que não é papel de um operador do Direito e, ainda mais, de um agente do Estado que precisa ter entre suas preocupações atuar em defesa da ordem pública. Quando, ao contrário, ele assume o tom que adota desde a noite de terça-feira, indo às redes sociais para reclamar de incoerência na decisão, se queixar dos ministros e do Supremo, enfim, colocar-se no mesmo plano dos que agem apenas por impulso e empolgação, vemos o tamanho do problema no qual estamos envolvidos. Tomando-se por natural o quase histerismo de Dallagnol, a mesma resignação poderia valer para aqueles que vivem a reclamar das decisões tomadas pela 13ª Vara Federal de Curitiba, de onde despacha o juiz Sérgio Moro.

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