Após dois toques de Álvarez na Champions, IFAB muda regras do pênalti

A mudança se dá depois do caso ocorrido no dia 12 de março de 2025, quando o Atlético de Madrid foi eliminado nas oitavas de final da Champions pelo Real Madrid

16:14 | Jun. 03, 2025

Por: AFP
Atacante Julian Alvarez, do Atlético de Madrid (foto: reprodução/atleticodemadrid no Instagram)

A International Football Association Board (IFAB), órgão que dita as regras do futebol, anunciou nesta terça-feira, 3, que as cobranças de pênaltis com dois toques na bola, terão que ser repetidas. Essa mudança ocorre devido ao penalti cobrado pelo atacante argentino Julián Álvarez na disputa de penaltis entre Atlético de Madrid e Real Madrid, válida pelas oitavas de final da Liga dos Campeões 24/25.

O pênalti onde o cobrador bate na bola de maneira involuntária com os dois pês simultaneamente ou no qual a bola toca no pé de apoio imediatamente após a batida é uma "situação rara" segundo comunicado da IFAB.

Por ser uma situação que não é diretamente abordada nas regras, "os árbitros, compreensivelmente, tendem a penalizar o cobrador por ter tocado na bola novamente antes que ela tocasse em outro jogador", complementou a entidade.

Nesses casos, é concedido um tiro livre indireto ao adversário ou, no caso de pênaltis (decisão por pênaltis), registrando a cobrança como perdida, explica a IFAB.

A mudança se dá depois do caso ocorrido no dia 12 de março de 2025, quando o Atlético de Madrid foi eliminado nas oitavas de final da Champions pelo Real Madrid. Na decisão por pênaltis, a cobrança de Álvarez foi anulada porque o argentino tocou duas vezes na bola.

A partir do dia 1º de julho, quando esta situação acontecer, desde que o lance de dois toques na bola ocorra de maneira involuntária, haverá duas interpretações.

"Se o chute for bem-sucedido, ele é repetido. Se o chute não for bem-sucedido, um tiro livre indireto é concedido (a menos que o árbitro use a vantagem quando ela claramente beneficia a equipe defensora) ou, no caso de disputa de pênaltis, o chute é registrado como perdido", explicou a IFAB em sua circular.