Copa Africana das Nações chega às semifinais com Senegal, Egito, Marrocos e Nigéria em campo

Partidas serão disputaram nesta quarta-feira, 14. Às 14h, se enfrentam Senegal e Egito, enquanto ás 17h, o anfitrião Marrocos recebe a Nigéria

21:12 | Jan. 13, 2026

Por: Iara Costa
Esta combinação de fotos, criada em 13 de janeiro de 2026, mostra o atacante nigeriano nº 9 Victor Osimhen (E) durante a Copa Africana de Nações (CAN) em Marrakesh, em 10 de janeiro de 2026, e o atacante marroquino nº 10 Brahim Diaz durante a Copa Africana de Nações (CAN) em Rabat, em 9 de janeiro de 2026. (foto: PAUL ELLIS / AFP)

A Copa Africana das Nações conhecerá seus dois finalistas nesta quarta-feira, 14, com as disputas das semifinais. Às 14 horas, Senegal e Egito definem o primeiro classificado na cidade de Tânger. Três horas depois, às 17 horas, o anfitrião Marrocos recebe a potente Nigéria, em Rabat. Os duelos, em jogo único, já definem quem irá buscar levantar a taça no próximo domingo, 18.

Ambos os jogos prometem alta disputa, já que as equipes possuem histórico equilibrado de confrontos e bons números no torneio. O primeiro confronto, por exemplo, coloca frente a frente a equipe campeã de 2021 e a seleção que mais venceu o torneio na história, com sete títulos em nove finais disputadas.

É a sexta vez, aliás, que Senegal e Egito se enfrentam na competição. O histórico é de total equilíbrio: duas vitórias para cada uma e um empate. No último duelo entre eles, novamente foi o empate que prevaleceu, mas a comemoração final ficou com Senegal, já que se tratava da decisão de 2021 e o país triunfou nos pênaltis.

Nesta edição, o Egito tem como principal atributo técnico o experiente Mohamed Salah. O astro do Liverpool vai em busca de marcar seu primeiro gol contra os senegaleses, além de tentar conduzir sua seleção a mais uma final continental.

Do lado adversário, há também um jogador muito experiente, com bom histórico frente ao Egito. Ídolo do Liverpool e atualmente no Al-Nassr, Sadio Mané soma três vitórias, um empate e uma derrota em cinco embates contra o atual rival, já tendo marcado um gol nesses confrontos.

Os egípcios possuem ainda um histórico favorável de presença em finais da competição. A última vez que eles não chegaram à decisão foi em 1984, quando caíram nos pênaltis diante da Nigéria, o que reforça o peso da camisa na reta decisiva do torneio.

A Nigéria, também semifinalista, agora joga contra o anfitrião Marrocos e vai em busca do seu quarto título. Do outro lado do campo, a equipe marroquina tenta cravar uma bela história nos livros do futebol ao buscar o retorno ao topo após 50 anos.

No embate entre quem escreve o melhor enredo e desenha a melhor estratégia para ser superior em campo, o duelo promete ser intenso porque ambos os times estão invictos. A Nigéria venceu seus cinco jogos disputados, enquanto o Marrocos soma quatro vitórias e um empate.

A boa campanha de ambos passa principalmente pelas potências ofensivas. Com o trio Victor Osimhen, Ademola Lookman e Akor Adams, a Nigéria marcou ao menos dois gols em cada um dos cinco jogos. Já o Marrocos se destaca com o meia Brahim Díaz, que balançou as redes em cinco partidas seguidas.

O histórico tem vantagem para o time da casa, que vai em busca de erguer um troféu que não levanta desde 1976. A equipe marroquina possui seis vitórias nos 12 confrontos que tem contra a Nigéria. Os nigerianos, por sua vez, somam três triunfos e dois empates.

Além dos aspectos técnicos e históricos, outra curiosidade desta edição da Copa Africana das Nações é que todos os técnicos das quatro seleções ainda em disputa são africanos, o que reforça a representatividade local no torneio.