Fabricante de vacina nega que exportação estaria vetada para o Brasil

O imunizante foi desenvolvido pela farmacêutica britânica AstraZeneca, em colaboração com a Universidade de Oxford, no Reino Unido, e fabricado em sua maioria na Índia

21:22 | Jan. 05, 2021

Por: Redação O POVO

Instantes depois do governo brasileiro anunciar a compra de dois milhões de doses da vacina de Oxford, no último domingo, 3, autoridades indianas da empresa contestaram a exportação do imunizante, de acordo com a Associated Pres. A informação foi negada pelo CEO do Instituto Serum, Adar Poonawalla, responsável pela fabricação da vacina em território indiano.

O imunizante foi desenvolvido pela farmacêutica britânica AstraZeneca, em colaboração com a Universidade de Oxford, no Reino Unido, e fabricado em sua maioria na Índia. A informação de que a vacina teria sua exportação vetada veio da entrevista de Adar Poonawalla à Associated Press. No relato, o CEO coloca que a exportação seria interrompida até que a população indiana vulnerável ao vírus estivesse imunizada.

LEIA TAMBÉM:

Clínicas particulares têm acordo para importar vacina indiana

Negociações para importação de vacinas "seguem normalmente", afirma Fiocruz

Na situação Adar Poonawalla teria dito: “Nós somente vamos dar vacinas para o governo da Índia nesse momento (...). Não podemos vacinar todo mundo agora, nós temos que priorizar, para que pelo menos os mais vulneráveis do nosso país sejam atendidos”.

A notícia foi retificada nas redes sociais do Instituto Serum da Índia, que destacou que "vacinas são um bem público global, têm o poder de salvar vidas e acelerar o retorno da economia no mundo todo". Ao que Adar respondeu: "Isso deve esclarecer qualquer falha de comunicação. Estamos todos unidos na luta contra esta pandemia".