Coronavírus: EUA adquire grande volume de equipamentos de proteção da China e prejudica compra que seria feita pelo Brasil
Segundo Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, foram 23 aviões dos Estados Unidos até a China para receber o material.
15:31 | Abr. 02, 2020
Após os Estados Unidos adquirirem um grande volume de equipamentos de proteção individual que viria da China, parte da compra que seria feita pelo Brasil "caiu". As informações são da Folha de S.Paulo.
Segundo Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, foram 23 aviões enviados dos Estados Unidos até a China para receber o material. “Espero que nunca mais o mundo cometa o desatino de fazer 25% da produção de insumos em um único país. Essa é uma discussão do pós-epidemia”, disse Mandetta.
Outros fornecedores já estão sendo buscados, embora ainda não haja certeza de entrega. “Só acredito na hora que estiver dentro do País e na minha mão. Tenho contrato, documento e dinheiro. Às vezes o colapso é quando tem dinheiro e não tem o produto. O mundo inteiro também quer. Tem problema de demanda hiperaquecida”, disse.
De acordo com o ministro, nesta quinta-feira, 2, foi feita a compra de 8 mil respiradores utilizados nas UTIs e há o prazo de 30 dias para entrega. Enquanto não chega, há incerteza. "Tem 30 dias para nos entregar. Se receber, ótimo, acalmo”, afirmou.