Abel Ferreira retoma discursos do passado após estreia do Palmeiras: “Orgulho ferido”

Técnico voltou a reclamar de arbitragem e do calendário no primeiro jogo do Verdão em 2026

08:12 | Jan. 11, 2026

Por: Jogada 10
Técnico voltou a reclamar de arbitragem e do calendário no primeiro jogo do Verdão em 2026 (foto: Jogada 10)

Quem esperava alguma mudança na postura do Palmeiras para 2026, pode ter se frustrado com a coletiva de Abel Ferreira após a vitória por 1 a 0 sobre a Portuguesa, na estreia do Paulistão. Isso porque o treinador insistiu em alguns discursos utilizados na última temporada, na qual o Verdão não conquistou títulos mesmo após investimento de R$ 700 milhões, mesmo com o resultado positivo no primeiro jgoo do ano.

Além de reclamações sobre o calendário, o técnico voltou a citar a arbitragem da final da Libertadores, disputada em 29 de novembro (portanto, há mais de um mês) contra o Flamengo, na coletiva pós-jogo. De forma irônica, o treinador tentou igualar os erros cometidos pelo Palmeiras na temporada 2025 com os erros de terceiros.

“Aprendemos no ano passado. Até o VAR aprendeu, vocês (repórteres) viram? Não sei se o VAR da Libertadores era diferente deste, mas é triste quando vê um lance pior do que aconteceu em uma final de Libertadores. Supostamente com VAR top e árbitro top. O treinador do Palmeiras, muitas vezes, é chato. Muitas vezes dizem que o Palmeiras não chutou a gol, que foi incompetente na final. Mas esse asterisco (erro de arbitragem) ninguém vai tirar. Hoje é uma prova disso”, disparou.

A fala do técnico faz referência a uma solada de Erick Pulgar sobre Bruno Fuchs, ainda no primeiro tempo da decisão continental. O árbitro da partida, Darío Herrera, apenas advertiu o meio-campista rubro-negro. Ao término da temporada, Abel afirmou que o erro colocou um “asterisco” na partida.

Abel começa temporada com “orgulho ferido” no Palmeiras

Na mesma coletiva, o técnico voltou a falar em “orgulho ferido” quando questionado sobre como encarava a temporada 2026, sua sexta no comando do Palmeiras. Entretanto, aproveitou a resposta para alfinetar a cobertura da imprensa novamente, afirmando que “tática não gera cliques”. O técnico também foi tímido ao assumir erros em seu trabalho na temporada passada.

“Desafio e orgulho (entrar na sexta temporada comandando o Palmeiras). Orgulho ferido. E um pouco de raiva também. Por tudo o que aconteceu no ano passado. Algumas coisas sob o meu controle, outras não. E espero que não se repitam. Portanto, vamos nos desafiar. Quem é atento sabe que, ao longo desses seis anos, eu sempre fiz coisas diferentes. A tática e as dinâmicas são muito difíceis de ser entendidas e, talvez, deem poucos cliques”.

No fim, a vitória do Palmeiras na estreia do Paulistão serviu menos como recomeço e mais como continuação de uma temporada frustrante. Entre reclamações, ironias e justificativas, Abel deixou a impressão que o Verdão inicia 2026 dialogando muito mais com o passado do que de olho no futuro. A dúvida que fica é: por quantos jogos mais o treinador vai sustentar esse discurso?

O Palmeiras volta a campo na quarta-feira (14), às 19h30 (de Brasília), quando encara o Santos pela segunda rodada do Paulistão. O jogo acontece na Arena Barueri, casa do Verdão nos primeiros jogos do ano, enquanto o Allianz Parque finaliza a troca do seu gramado.

 

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