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Crivella acusado de 'abuso de poder religioso'

01:30 | 21/03/2017

Em parecer enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, defende a inelegibilidade do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), por abuso de poder religioso nas eleições de 2014, quando se candidatou ao governo do Estado.


Crivella, que é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, é acusado pelo Ministério Público Eleitoral de usar a estrutura da igreja em Duque de Caxias como comitê eleitoral, para a captação de votos naquela campanha, o que é proibido pela legislação eleitoral.


Segundo Dino, a lei 9.504/1997 proíbe a veiculação de propaganda eleitoral em bens de uso comum, como templos religiosos.

O recurso foi interposto pela Procuradoria Regional Eleitoral no Rio contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) que afastou a inelegibilidade.


Fiscalização da Justiça Eleitoral na igreja em Duque de Caxias encontrou documentos que traçavam a meta de alcançar 400 mil votos para Crivella. A estratégia previa a convocação de grupos da igreja para a "crivelização", propaganda em carros de som e organização de carreatas.


Além disso, a equipe apreendeu fichas cadastrais com indicação de sites de Crivella na internet e formulários preenchidos por fiéis com o número do título eleitoral. (Agência Estado)