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Carne: mercado teme generalização

01:30 | 21/03/2017

Os efeitos da Operação Carne Fraca, realizada na última sexta-feira pela Polícia Federal, começam a surgir com a retenção de produtos brasileiros em portos da China e com a generalização neste processo.


O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Flávio Saboya, diz que a primeira preocupação vem com o próprio fato de se detectar carne estragada em alguns frigoríficos, o que é lastimável. Caso seja confirmada a corrupção de fiscais nacionais nesse processo, ele explica que o problema ganha uma dimensão maior.


Mas há outra questão: existem também fiscais e produtores sérios. “A fiscalização no Ceará tem responsabilidade. Eles são sérios e exigentes nas determinações legais. Existem produtos que não estão envolvidos neste escândalo. O consumidor pode buscar produtos fabricados no Ceará. É preciso fazer uma separação”, acrescenta.


FRIGORÍFICOS 1


CEARÁ CONSOME CARNE DO PARÁ


Ontem, o presidente do Sindicato do Comercio Varejista de Carnes do Ceará (Sindicarnes), Francisco Everton, em rápida conversa com a coluna, destacou que o mercado cearense é abastecido por carnes vindas basicamente do Pará. Ou seja: não há nenhuma denúncia envolvendo os frigoríficos da região.


“De toda a operação realizada pela Polícia Federal, três frigoríficos foram interditados: um da BRF, em Mineiros (Goiás), que produz carnes de aves; outro da Peccin Agro Industrial, em Curitiba (Paraná), produtor de salsicha e mortadela; e outro da Peccin, em Jaraguá do Sul (Santa Catarina), que também produz salsicha e mortadela”, ressalta.


Everton diz que o nome da operação foi uma grande gafe, já que os 21 frigoríficos suspeitos trabalhavam com embutidos e não com carne “in natura”.


FRIGORÍFICOS 2


GAFES NA DIVULGAÇÃO


O presidente do Sindicarnes defende a continuidade das investigações e a punição dos responsáveis, mas critica a forma de divulgação da operação. “A operação é ‘carne fraca’, mas tem três frigoríficos de processamento”.


A carne, segundo ele, passa por dois tipos de processo: o abatedor (que trabalha com o boi vivo); e o distribuidor do produto. “A carne do Ceará pode ser consumida tranquilamente”.


Everton também ressalta a qualidade da carne brasileira, exportada para 150 países. “Esse é um fato importante. É conhecimento da realidade”, ressalta.


ROTERDÃ 1


ADMINISTRAÇÃO DO COMPLEXO


Empresários que participam da missão na Holanda para a celebração de acordo entre a Cearaportos e o Porto de Roterdã acreditam na estruturação do Ceará para elevar seu desempenho econômico.


O empresário José Dias, que representa o Sindiquímica na delegação na Holanda, diz que, se tudo der certo, será observado o aspecto jurídico, que prevê licitação.


A expectativa é de que Roterdã administre o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), e não somente o Porto. A parceria pode transformar a área logística do Estado e trazer grandes investidores.


ROTERDÃ 2


HUB PORTUÁRIO


O governo quer transformar o Pecém em um hub portuário. Dois pontos são ressaltados para isso: 1) a proximidade com o Canal do Panamá, que receberá os New Panamax (navios que terão o dobro da capacidade de carga); e 2) a possibilidade de uma gestão mais profissionalizada.


Empresários que conversaram com a coluna afirmam que esperam a solução de problemas graves no aspecto burocrático. Essa é uma das grandes queixas dos operadores de exportação.


ROTERDÃ 3


VISITA A CINGAPURA


Depois da assinatura com o Porto de Roterdã, o presidente da Cearaportos, Danilo Serpa, deve ir a Singapura, onde alguns portos demonstraram interesse em fechar parceria com empresas brasileiras.


Em seguida, ele irá à Coreia do Sul, onde a Posco (uma das controladoras da CSP) mantém seu próprio porto.


Não é apenas pelas perguntas a que respondemos que podemos medir nosso progresso, mas também por aquelas que ainda estamos formulando”

Freda Adler, criminologista e educadora

 

RÁDIO

 

O POVO Economia da Rádio OPOVO/CBN (95.5), a partir das 14 horas. Destaque para o quadro “Sobe e desce da economia”, com o jornalista Nazareno Albuquerque.

 

NEILA FONTENELE