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Sobrado Dr. José Lourenço inaugura duas exposições gratuitas neste sábado

Mostras "Khôra" e "Corpo Santo" dialogam pela sensibilidade e pela ideia do caminho, sendo uma sobre migração e outra sobre memórias de romarias

28/11/2019 18:16:53
A exposição
A exposição "Khora" é autoria da artista Maíra Ortins (Foto: Divulgação)

Com linguagens diferentes, mas dialogando com a sensibilidade da arte, as exposições “Khôra”, da artista visual radicada no ceará Maíra Ortins, e “Corpo Santo”, do cearense Rafael Vilarouca, estreiam neste sábado, 30, às 10 horas no Sobrado Dr. José Lourenço. 

Khôra

Sair de cidade natal - ou até do continente - e ser estrangeiro. Por mais “casa” que o destino seja, a saudade que se acomete aos migrantes é certeira e as relações entre a “cidade" e o migrante por vezes acaba danificada. Maíra Ortins, artista visual radicada no Ceará, traz tal visão por meio de fotografias, vídeos, objetos e fotopintura em sua exposição "Khôra", que conta com 46 obras e tem abertura marcada para este sábado, 30. 

Idealizando projetos sensíveis que se conectam, a artista explica que a exposição conta com a proposta de abordar o lúdico, o onírico, a natureza, a violência e outros conceitos que perpassam o migrante. "É um trabalho sobre imigração, sobre xenofobia, escapismo, solidão... É um projeto muito político. O conceito 'Khôra' é um 'lugar de margem'. Todo indivíduo sem um lugar social, que está na margem, está no 'Khôra', termo criado por Platão", assinala Maíra, ressaltando que toda a mostra é resultado de registros e pesquisa realizadas desde 2012

A exposição é a primeira individual da artista em Fortaleza em nove anos. Maíra Ortins, que já teve trabalhos expostos em diversas cidades brasileiras e em países da Europa, traz também uma personagem inspirada em uma de suas viagens. Essa personagem estará representada em uma das obras. Já "Khôra", nome da exposição, é o título dado às suas pesquisas em migração.

Corpo Santo

Entre a romaria e a fé, há um percurso de imaginários e objetos sacros que representam a religiosidade. E entre o ponto de partida e o destino, há uma caminhada, que talvez represente ainda mais do que a chegada.

Neste sentido, o artista visual cearense Rafael Vilarouca escolheu esse processo, do caminho e da religiosidade, como tema para “Corpo Santo", exposição de crucifixos e santos quebrados que representam os contratempos e os caminhos conturbados das romarias. No total, são cerca de cinco obras que integram diversas imagens, entre fotos e vídeos.

Rafael Vilarouca, natural de Icó, ressalta que as peregrinações fazem parte de sua lembrança afetiva, visto que a caminhada religiosa faz parte de uma tradição familiar. Para mais dos que a arte pela arte, o artista direciona a exposição para um sentido metafórico.

“O corpo do santo tem um trabalho de memória e essas imagens que se quebram demonstram justamente como todo esse controle religioso e esse discurso faz parte de um meio que é muito frágil. É uma metáfora dessas relações e das memórias que se estabelecem com as tradições”, acentua o artista.

Confira algumas imagens: 

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Serviço:

Exposições "KHÔRA" e "Corpo Santo"

Quando: a partir de sábado, 30, às 10 horas, até 1º de fevereiro

Onde: Sobrado Dr. José Lourenço (rua Major Facundo, 154 - Centro)

Horário de funcionamento: de terça-feira a sábado, de 9h às 17 horas

Outras informações: (85) 3101 8826

Gratuito

 
 
 
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