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Fotógrafo e pesquisadora do Ceará levam exposição sobre umbanda a escolas de Fortaleza

Parte do material será exposto nesta quarta-feira, 5, na Escola Municipal Professor Godofredo de Castro Filho, no bairro Vicente Pinzón

05/04/2017 07:00:00
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[FOTO1]Durante cinco meses, o fotógrafo Beto Skeff percorreu terreiros de umbanda em Fortaleza. A ideia era captar a força feminina nestes espaços e retratar as mulheres que comandam os terreiros fortalezenses. Um acervo fotográfico foi criado, como parte de um projeto maior, em parceria com a pesquisadora Kelma Nunes, de quem partiu a proposta de mergulhar nas vivências. O projeto chamado "Memória e Imagem - Oju Isese: Os olhos da tradição" é parte da pesquisa intitulada “Esse Terreiro é Governado por Mulher”, iniciada em 2015 com as mulheres de axé-saravá no Ceará da pesquisadora Kelma Nunes.

Parte do material será exposto nesta quarta-feira, 5, na Escola Municipal Professor Godofredo de Castro Filho, no bairro Vicente Pinzón. O acervo da pesquisa serve de instrumento para levar às escolas discussões que possam contribuir com a diminuição de preconceitos quando o assunto é terreiro de umbanda. Posteriormente, outros colégios entrarão no roteiro de Kelma e Beto.

A formação do acervo fotográfico faz parte de um projeto maior de preservação do patrimônio imaterial afro-cearense na capital cearense. Além disto, o material serve de instrumento para levar às escolas discussões que possam contribuir com a  diminuição de preconceitos quando o assunto é terreiro.

"A gente é cheio de preconceitos sobre terreiros. Mas existe uma coisa bonita nestes lugares. Muita coisa bonita. E é uma grande surpresa", relata Beto em conversa com O POVO Online. "É um sincretismo muito grande. Eu não fotografo as pessoas, fotografo as entidades. São retratos das entidades".

Ano passado, outro fotógrafo levou projeto semelhante para o público. Jean dos Anjos expôs no Salão de Abril 2016 retratos de corpos masculinos na festa da Pomba Gira. Segundo Beto, estes trabalhos são necessários e servem para buscar romper preconceitos que estão entranhados em nossa sociedade.
 

Camila Holanda

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