Fundação Demócrito Rocha participa de Café Literário em escola estadual
O evento foi organizado por estudantes da instituição e contou com a presença de representantes da Fundação Demócrito Rocha e da Academia Cearense de Letras
A Fundação Demócrito Rocha (FDR) e a Academia Cearense de Letras foram convidadas para participar nesta quinta-feira, 26, da 2ª edição do Café Literário, momento promovido por estudantes do curso técnico em eventos da Escola Estadual Profissional Ícaro de Sousa. Estiveram presentes Jôsy Cavalcante, coordenadora pedagógica da FDR, e Grecianny Cordeiro, membro da ACL.
A iniciativa propõe que os alunos pesquisem, estudem e interpretem obras literárias de autores brasileiros. Os escolhidos para serem homenageados na edição deste ano foram Machado de Assis e Monteiro Lobato.
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A partir disto, os estudantes são incentivados a montar apresentações para o evento, que vão de declamações de poemas — podendo ser autoral ou não —, a esquetes e interpretações musicais.
Jôsy Cavalcante, a coordenadora pedagógica da FDR, reforça a importância do evento e da presença da Fundação nele, pois reafirma o compromisso dos projetos da instituição que trabalham com literatura oferecidos pela a instituição.
“É muito importante estarmos presentes nesses momentos para prestigiar esses jovens que estão na educação trabalhando a questão da literatura. Vemos a artes dessas pessoas e o prazer pela leitura”, afirma.
A ação surgiu de uma proposta da professora de literatura da escola, Zilda Alves Vieira, e do coordenador do curso de eventos, Francisco José Leite de Barros, com o objetivo de comunicar as grades curriculares do ensino regular e técnico.
“Os nossos alunos têm habilidades na escrita e isso já era perceptível há um tempo. Então, achamos de bom grado colocar isso na prática de um evento que tivesse uma visualização maior”, explica a professora Zilda.
E sustenta: “Como eles têm interesse para o lado da leitura e escrita, tentamos motivá-los a acreditar em si, que eles tem potencial para serem futuros escritores, representantes da literatura cearense e brasileira”.
Além das apresentações, os estudantes também estiveram envolvidos na organização do evento, cuidando desde a recepção dos convidados até a acomodação deles. “O curso técnico em eventos tomou essa prática como um exercício que possibilitasse a realização deste momento”, conta Francisco, o coordenador.
Gisele Santos Silva, 17 anos, é aluna do curso técnico que promoveu o Café Literário e também se apresentou com a dramatização de uma poesia autoral. Ela define o momento como especial, pois era a primeira vez que declama um texto de sua autoria. “Foi uma oportunidade de mostrar minha poesia para meus colegas, professores e convidados”, afirma.
Dos escritos que ela tinha guardado, escolheu uma obra que fala sobre sobre as imposições da sociedade sobre a estética do corpo.
“É uma crítica social. Eu falo que a sociedade sempre diz que temos que nos aceitar, mas ao mesmo tempo é hipócrita, porque sempre impõe padrões de beleza que devemos seguir e inúmeras outras coisas que temos que fazer para sermos aceitos por ela”, contextualiza o texto escolhido.
Grecianny Cordeiro, membro da Academia Cearense de Letras, descreve como “muito bonita” a iniciativa dos alunos da escola, que demonstram o interesse e compromisso com a literatura brasileira. Ela também destaca que a presença da ACL no evento é uma forma de “incentivo” ao projeto.
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“Me sinto muito honrada em estar representando a ACL. É importante essa construção conjunta para um Brasil melhor e eu acredito que isso é através da arte”, sustenta Grecianny.