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Morre de Covid-19 o sambista Nelson Sargento, aos 96 anos

Ele estava internado desde a última sexta-feira, após contrair o coronavírus
11:29 | Mai. 27, 2021
Autor Ana Flávia Marques
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Tipo Notícia

Após ser internado na última sexta-feira, 21, com o novo coronavírus, Nelson Sargento morre nesta quinta-feira, 27, aos 96 anos, no Rio de Janeiro. O sambista já havia recebido a segunda dose da vacina, mesmo assim, foi infectado e não resistiu. O cantor também tinha lutado contra um câncer de próstata anos atrás.

Presidente de honra da Mangueira, foi cantor, compositor, pesquisador, artista plástico, ator e escritor. Nasceu em 25 de julho de 1924, no Rio de Janeiro, e ganhou o apelido de "Nelson Sargento" após uma rápida passagem pelo Exército.

Ainda na adolescência, ele iniciou na música. Em 1955, Sargento escreveu o samba "Primavera" ao lado de Alfredo Português, também conhecido como "As quatro estações", considerado um dos sambas mais bonitos de todos os tempos.

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Nos anos 60, Sargento fez parte do grupo A Voz do Morro, ao lado de Paulinho da Viola, Zé Kéti, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, José da Cruz e Anescarzinho. Já fez parcerias na música com Cartola, Carlos Cachaça, Darcy da Mangueira, João de Aquino, Pedro Amorim, Daniel Gonzaga e Rô Fonseca.

Também marcou presença no cinema, através dos filmes "O Primeiro Dia", de Walter Salles e Daniela Thomas, "Orfeu", de Cacá Diegues, e "Nélson Sargento da Mangueira" de Estêvão Pantoja, recebendo nesse último filme o prêmio Kikito, no Festival de Gramado, pela melhor trilha sonora entre os filmes de curta metragem.

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