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Centenário de Elizeth Cardoso é celebrado nesta nesta quinta-feira, 16, com pacote digital

"A Divina" e "A dama da MPB" são os nomes que demonstram a importância de Elizeth Cardoso para a música brasileira

12:13 | 16/07/2020
Elizeth Cardoso foi um dos principais nomes da música brasileira (Foto: Arquivo Nacional)
Elizeth Cardoso foi um dos principais nomes da música brasileira (Foto: Arquivo Nacional)

A pessoa nasce cantora ou torna-se uma durante sua trajetória? Elizeth Cardoso (1920-1990), que completaria 100 anos do seu nascimento nesta quinta-feira, 16, desafia o questionamento que até hoje permeia diversos debates. Nascida no dia 16 de julho de 1920, ela já tinha uma voz para a música desde a infância.

A artista carrega junto com seu nome os atributos de ser “a divina” e também “a dama da MPB”. Não é por acaso. Sua trajetória profissional foi um símbolo da frase que eternizou em sua voz: “a canção só tem razão se se cantar”. A produção, composta por Tom Jobim e Vinícius de Moraes”, perpetua nos dias atuais por meio de Elizeth Cardoso.

Com uma infância simples, cresceu no bairro São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro. Enquanto crescia, nutria o sonho de ser uma cantora. Ainda em pouca idade, cantava pela capital carioca para ganhar dinheiro, após ter abandonado a escola aos 10 anos para trabalhar em outros cargos.

Aos 16 anos, torna-se uma profissional. Na Rádio Guanabara (atual Bandeirantes), interpretou pela primeira vez os sambas “Do Amor ao Ódio”, de Luís Bittencourt, e “Duas Lágrimas”, de Benedito Lacerda. Ao lado de outros cantores, participaria da Era de Ouro do rádio, que teve seu apogeu na década de 1930.

À época, o meio de radiodifusão se consolidava como o principal veículo de comunicação em massa quando o Brasil estava sendo governado por Getúlio Vargas (1882-1954). Neste espaço de entretenimento, novos artistas, principalmente sambistas, começavam a ficar conhecidos.

Elizeth Cardoso foi um destaque nas rádios a partir do fim da década de 1930
Elizeth Cardoso foi um destaque nas rádios a partir do fim da década de 1930 (Foto: Reprodução)

Uma das mais fortes vozes do choro, consagrou-se também no gênero samba-canção, quando o samba encontrou o bolero. Com Maysa, Dolores Duran, Ângela Maria e outros nomes, foi uma das precursoras desse novo estilo.

Esse não foi o único movimento que participou como uma das pioneiras. Cantada por ela, a música “Chega de Saudade”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, foi o marco para o início da Bossa Nova, em 1958.

Em 1965, conquistou o 2° lugar no I Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record. Esses eventos filmados eram, durante a década de 1960, uma das mais importantes formas de divulgação dos cantores.

Mas foi em 1968 que conquistou, para muitos, o auge da carreira profissional. Ao lado de Jacob do Bandolim, o homem responsável por introduzi-la na rádio, realiza um show com o grupo “Época de Ouro” e o “Zimbo Trio”. As músicas foram posteriormente gravadas em formato de LP.

Entre o choro, o samba e a bossa nova, eternizou canções como, “Eu Bebo Sim”, “Manha de Carnaval”, “Naquela Mesa” e “Outra Vez”. Ela é uma inspiração: mulher negra, de uma família simples, conquistou a todos com uma voz que ainda hoje é considerada uma das melhores do Brasil.

Elizeth nas plataformas digitais

A partir de hoje, 16, a Universal Music disponibiliza títulos da cantora nas plataformas de streaming de música. Além dos 14 álbuns já possíveis de acessar, outros 17 serão acrescentados. Entre eles, estão “Fim de Noite e Naturalmente”, de 1958, A Bossa Eterna de Elizeth e Cyro, de 1966, e Live in Japan, de 1977.

Porém, outros discos ainda não foram resgatados pela empresa. “Balanço na Sucata”, de 1969, e “É de Manhã”, de 1970, gravados com o Zimbo Trio estão faltando.

O primeiro a ser lançado foi “Fim de Noite”, de 1968. O álbum inclui as canções “Segredo”, “Na madrugada” e “Amor oculto”.

Em sua homenagem

Há quase duas décadas, a cantora e atriz Zezé Motta interpreta as músicas de Elizeth Cardoso. Em homenagem ao centenário, a artista apresenta o show “Divina Saudade” nesta quinta-feira, 16, às 19 horas, no perfil do Instagram @sescaovivo.

O evento, promovido pelo Sesc São Paulo, relembra grandes sucessos, como “A Noite do Meu Bem”, “Tudo É Magnífico”, “Tem Dó” e “Chega de Saudade”. O vídeo da apresentação fica disponível no canal do Youtube do Sesc São Paulo.

Glau Barros também promete perpassar o repertório de Elizeth Cardoso em transmissão ao vivo. Hoje, 16, a partir das 19 horas, canta ao lado do violonista, Silfarnei Alves, e do percussionista, Cassiano Miranda.

 
 
 
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Zezé Motta canta Elizeth Cardoso
Quando: quinta-feira, 16, às 19 horas
Onde: no Instagram @sescaovivo e no canal do Youtube do Sesc São Paulo

Glau Barros canta Elizeth Cardoso
Quando: quinta-feira, 16, às 19 horas
Onde: na página do Facebook da artista