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Coronavírus: Projeto visa dar apoio à classe artística de Fortaleza

De autoria do vereador Evaldo Lima, do PCdoB, Projeto de Indicação conciliará a garantia do direito à arte e a cultura com a continuidade do trabalho de artista locais, que passariam a receber cachês por espetáculos online. Medida segue próxima semana para apreciação na Câmara Municipal

Jully Lourenço
20/03/2020 22:02:07

Com o avanço do novo coronavírus, que se alastra rapidamente pelo País, foi decretado o fechamento de bares e restaurantes e outros estabelecimentos que atraiam público, medida que dificulta a realização de vários trabalhos da classe artística. Atendendo a esta demanda, que parte dos próprios membros desta categoria, ouvida pelo vereador Evaldo Lima (PCdoB), um Projeto de Indicação, de iniciativa do parlamentar será entregue, próxima semana, para apreciação na Câmara Municipal - obedecendo às medidas de funcionamento da Casa Legislativa durante o período de emergência.

A criação do projeto, que leva em conta uma forma de garantir tanto o acesso à arte e à cultura, visa possibilitar o fazer artístico por meio de um cachê dado a esta classe trabalhadora previamente incluída na pauta. Conforme lembra o vereador, sensível ao atual cenário de crise generalizada, o projeto, como requer aprovação de verba, não é uma imposição, sim uma sugestão. Para endossar a questão, ele lembra: “É de direito. São medidas corretas, previstas em Constituição, que é dar apoio e incentivo a valorização e a difusão das manifestações culturais”, ressaltou em entrevista ao O POVO.

O equilíbrio encontrado ao projeto, com base assegurada por lei, também perpassa os editais de cultura ligados ao município de Fortaleza. De acordo com Evaldo, serão estudados editais que ainda possam ler lançados até o final do ano e tentar criar canais que viabilizem esse fazer artístico, para que ele não fique, em total, desassistido. Por isso, a solicitação de autoria do político aguarda contar com apoio financeiro por parte do Poder Executivo.

Além de ajudar a promover espetáculos virtuais, sem que os artistas, entre eles os da noite (que precisariam de um evento, com público presencial, para praticar seu ofício e obter renda), percam contato com o público, nem os seus empregos, nem quem assiste, o contato com a arte. “Nós precisamos de arte neste tempo de escuridão”, justifica Evaldo. A ideia conforme ele é, a partir desta solução, gerar empatia ao mesmo tempo em que se tenta, em condições paralelas, conter as conseqüências econômicas que o não exercício da arte e cultura pode provocar, a pequenas e grandes proporções. “Estamos cumprindo o nosso papel de escutar as vozes”, encabeça o parlamentar.