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Versão original de diário de Anne Frank é publicada pela primeira vez

12/05/2019 00:04:34
Lançada na Alemanha, nova edição não tem correções e retoques feitos por pai da autora. Livro foi idealizado por sobrevivente do Holocausto que conheceu Anne Frank e sua irmã Margot.Uma nova edição do diário de Anne Frank, um dos principais documentos sobre a perseguição nazista a judeus durante a Segunda Guerra Mundial, foi lançada neste sábado (11/05). Pela primeira vez, a versão original completa da obra, sem correções e retoques feitos então pela própria autora e por seu pai, é publicada. Lançada na Alemanha, a versão completa do diário ganhou o título de Liebe Kitty: Ihr Romanentwurf in Briefen (Querida Kitty, seu rascunho de romance em cartas, em tradução livre) e foi idealizada pela especialista em Literatura Laureen Nussbaum, de 91 anos, sobrevivente do Holocausto que conheceu Anne e sua irmã Margot. Kitty era a destinatária imaginária de várias cartas escritas por Anne em seu diário. "O diário que todos conhecemos é uma amálgama, uma mistura do diário espontâneo e de retoques posteriores feitos pela Anne", contou Nussbaum, que trabalhou 25 anos no projeto de reedição da obra. Anne, cujo diário foi declarado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) patrimônio da humanidade, morreu em 1945 no campo de concentração de Bergen-Belsen e deixou duas versões de seu diário. A primeira, que é chamada agora de versão A, começou a escrever espontaneamente, enquanto sua família estava escondida dos nazistas em Amsterdã. Depois, após escutar numa rádio uma chamada para documentar o sofrimento dos judeus holandeses, a jovem reescreveu parcialmente seu diário com a esperança de ver o texto publicado depois da guerra, o que resultou na chamada versão B. Anne sonhava em ser escritora. Depois da guerra e de sua morte, seu pai preparou uma terceira versão, na qual optou por eliminar passagens que tinham a ver com as crises típicas da puberdade e misturou partes das duas versões. A nova edição inclui tanto a versão A como a versão B completas. Anne nasceu em Frankfurt, na Alemanha, em 12 de junho de 1929 no seio de uma família judia que em 1934 foi para a Holanda fugindo do regime nazista. Em 1940, os nazistas invadiram a Holanda e em 1942 intensificaram a perseguição à população judaica, o que obrigou a família a se esconder em uma casa junto com outros perseguidos, onde permaneceram por dois anos. O diário começa em 12 de junho de 1942, quando a jovem completou 13 anos. Ela escreveu por mais de dois anos durante a Segunda Guerra Mundial, até três dias antes do esconderijo da família ser descoberto. Em agosto de 1944, eles foram deportados para o campo de extermínio de Auschwitz. Somente o pai de Anne, Otto Frank, sobreviveu. Anne e a irmã morreram no campo de concentração de Bergen-Belsen no início de 1945, provavelmente de tifo. Anne tinha 15 anos. Depois da guerra, Otto publicou o diário da filha, que se tornou um símbolo de esperança e resiliência. Escrito originalmente em holandês, o diário foi traduzido para dezenas de idiomas e é considerado um dos principais documentos da época nazista. A casa onde a família se escondeu em Amsterdã foi transformada em museu e é uma das atrações turísticas mais populares da cidade. CN/efe/dpa/ots ______________ A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube | WhatsApp | App | Instagram | Newsletter

Fonte: DW | dw-world.de

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