PUBLICIDADE
Vida & Arte
dia da cachaça

Quatro bares em Fortaleza para tomar cachaça de alambique neste Dia da Cachaça

Neste Dia Nacional da Cachaça o Vida&Arte separou bares, lojas e restaurantes para curtir a bebida no melhor estilo

15:59 | 13/09/2017
Foto: Mateus Dantas/O POVO
Quarta-feira, no meio da semana, é dia de tomar cachaça? É sim! Principalmente neste 13 de setembro, quando é comemorado o Dia Nacional da Cachaça. A famosa “pinga”, tipicamente brasileira, já foi até proibida de ser vendida no País no século XVII. Foi a briga contra a proibição da coroa portuguesa que marcou a data com a Revolta da Cachaça.
 
E se por muito tempo a cachaça foi vista como uma bebida menor, hoje o forte ardor é símbolo da gastronomia brasileira, tomando ares de gourmet. A cachaça industrial, produzida em larga escala, sai de cena para brilhar uma bebida com assinatura e traços únicos, que carrega parte da sua própria produção.
 
É que a cachaça de alambique é feita em barris especiais, de 30 variações de madeiras diferentes. "Ela passa um tempo envelhecendo no barril”, explica Caio Napoleão, dono do Cantinho do Frango, um lugar de referência para a boemia de Fortaleza. “Ela pega o gosto e o cheiro do barril, adquire um sabor especial, ímpar, uma assinatura”, complementa.
 
Foto: Camila de Almeida/O POVO
Dos barris, elas atravessam o Brasil para chegar às mesas dos clientes. Em Fortaleza, estas cachaças enchem as prateleiras de lojas, bares e restaurantes. “Cachaça é momento”, define Altino Farias, que comanda a Embaixada da Cachaça, na rua João Brígido. Parafraseando um letreiro de um bar no Rio de Janeiro, ele resume a paixão pela aguardente com a frase: “unidos beberemos, sozinhos também”.
 
O Vida&Arte separou um roteiro com quatro lugares na Capital cearense onde encontrar uma boa dose de cachaça de alambique ou até levar uma garrafa para tomar em casa. Confira:
 
Cantinho do Frango
 
Point da boemia em Fortaleza, o espaço nasceu em 1994 e, em quatro anos, já somava 30 opções da bebida em seu menu. De lá pra cá, o número subiu para cerca de 350 rótulos, variedades que vêm de todo o Brasil. O preço é proporcionalmente diverso, com bebidas que custam R$ 3 a outras que chegam a R$ 75 a dose. Uma preciosidade destacada pelo dono do estabelecimento, Caio Napoleão, é a garrafa de Weber Haus, um blend de cachaças que custa R$ 1,9 mil. 
 
Além das bebidas, o Cantinho serve refeições que casam com a aguardente. A Panelada da Vovó Ieda, por exemplo, é uma receita que já foi premiada e que, segundo Caio, já está na família há 50 anos. Ele mesmo aprendeu com a avó. O restaurante funciona até 16 horas durante a semana, mas com horário estendido nas sextas (22h30min) e nos sábados e domingos (19 horas).
 
Serviço
Cantinho do Frango
Onde: rua Torres Câmara, 71 - Aldeota
Mais informações: (85) 32246112
 
Engenho do Dedé
 
Quem viu a barraca do Dedé em Manaus, em 1991, não imaginava as proporções que o lugar iria tomar. Anos depois, o Engenho do Dedé torna-se referência na Cidade em cachaça e começa a viajar. Chega a Fortaleza em 2016, depois de já ter lojas em Manaus, Belém e Uberlândia. Aqui, no Ceará, leva seus 1029 rótulos para o shopping Iguatemi. Destes, sete são de produção própria da marca, feitos em Minas Gerais, todas de alambique.
 
Para além de uma cachaçaria, o Engenho funciona como um restaurante, vendendo bebidas, como chopps e cervejas, além de refeições diversas, com referências na culinária do Norte e do Nordeste. Os valores das garrafas vão de R$ 49,90 pela Jambucana (uma cachaça produzida pelo Engenho e feita com Jambu, uma erva do Pará) até a renomada Anísio Santiago, que pode chegar a R$ 1700.
 
Serviço
Engenho do Dedé
Onde: Shopping Iguatemi (avenida Washington Soares, 85 - Edson Queiroz)
Mais informações: (85) 31114000 
Foto: Camila de Almeida/O POVO
Embaixada da Cachaça
 
Há quase três anos em Fortaleza, Altino Farias e Gorete Almeida comandam o estabelecimento na rua João Brígido. “Um combo de loja e bar”, descreve Altino, ao falar sobre a Embaixada. Na loja, mais de 300 rótulos estão disponíveis para compra, em sua grande maioria, cachaças de alambique. No bar, 40 marcas podem ser pedidas em doses. “Mas o cliente também pode comprar qualquer uma das garrafas e beber aqui no bar” explica Altino.
 
Neste Dia da Cachaça a Embaixada decidiu comemorar lançando um cardápio de 16 drinks feitos com a “pinga”. Pra acompanhar a bebida, o bar serve aperitivos e pratos tradicionais, como panelada, feijoada e moela. De quarta a sábado, a Embaixada também recebe programação musical. Os preços das cachaças vão de R$ 30 até mil reais.
 
Serviço
Embaixada da Cachaça
Onde: rua João Brígido, 1245 - Joaquim Távora
Mais informações: (85) 3085-0428
 
 
Alpendre
 
O que começou como uma pequena loja de produtos de uma fazenda, hoje  soma 28 anos de história. O bar, localizado na Aldeota, tem 50 rótulos de cachaças que variam de R$ 5 a R$ 15 a dose. Funcionando de terça a domingo, o Alpendre serve a mesma comida regional que servia o Domingos, o antigo proprietário que, há quatro anos, deu lugar para Samuel Bedê. Ele conta que fez questão de preservar a tradição do Alpendre, mas adicionou algumas novidades, como a língua de boi com molho gorgonzola.
 
Com uma clientela fiel, segundo Samuel, o restaurante tem música ao vivo todos os dias, menos no sábado. Neste dia, os próprios clientes, músicos amadores e profissionais, têm o bar livre para cantar e tocar. 
Serviço
Alpendre
Onde: rua Torres Câmara, 181 - Aldeota
Mais informações: (85) 3261-1525

IURY FIGUEIREDO