O acidente vascular cerebral segue entre as principais causas de morte no planeta. Ele responde por 11% dos óbitos, segundo o estudo Global Burden of Diseases. O derrame acontece quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido e impede que as células recebam oxigênio e nutrientes. A condição é grave, mas grande parte dos casos pode ser evitada com mudanças simples de rotina.
A nutricionista Juliana Vieira lembra que cerca de 80% dos episódios têm relação direta com fatores que podem ser controlados. Entre eles, a alimentação ocupa posição central. Comer bem ajuda a regular a pressão, o colesterol, a glicemia e o nível de inflamação no corpo — pontos decisivos na prevenção da doença.
Alimentos que protegem o cérebro
A recomendação básica é apostar em frutas e vegetais diariamente. Folhas de cor verde-escura, como espinafre e brócolis, favorecem a circulação e ajudam a reduzir a pressão arterial. Já frutas ricas em potássio, como banana, abacate e laranja, contribuem para o equilíbrio dos fluidos no organismo.
Outra estratégia é incluir gorduras boas no cardápio. Azeite extravirgem, castanhas, amêndoas, nozes e sementes como chia e linhaça atuam contra o colesterol ruim. Essas fontes naturais de gordura têm efeito anti-inflamatório e oferecem proteção aos vasos sanguíneos.
Os peixes ricos em ômega 3 também são aliados importantes. Consumir salmão, sardinha ou atum de duas a três vezes por semana ajuda a manter as artérias saudáveis. O nutriente reduz processos inflamatórios e contribui para a saúde cardiovascular.
Grãos integrais são essenciais para controlar o açúcar no sangue e diminuir as gorduras circulantes. Aveia, quinoa, arroz integral e pães integrais devem fazer parte da rotina. O mesmo vale para as leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico, que fornecem fibras e reforçam a saúde do coração.
Hábitos que reduzem riscos
A prevenção vai além da comida. Manter a pressão em níveis abaixo de 120/80, praticar 30 minutos diários de atividade física e dormir bem fazem parte do conjunto. Evitar o cigarro e acompanhar o colesterol e a glicemia também são medidas fundamentais para diminuir o risco de AVC.
Alimentos industrializados, salgados ou fritos aumentam o risco de derrame. O álcool eleva a pressão e está ligado a casos de AVC hemorrágico. O excesso de açúcar favorece resistência à insulina e doenças cardiovasculares. Por isso, a orientação é limitar o sal a 5 g por dia e reduzir ao máximo refrigerantes, sucos de caixinha, doces, bolos, chocolates ao leite em excesso e bebidas energéticas.
Com escolhas simples e consistentes, é possível construir um estilo de vida que protege o corpo e reduz as chances de um AVC.





