A placa no padrão Mercosul, adotada no Brasil a partir de 2017 e regulamentada pela resolução nº 729 de 2018, já faz parte da rotina de boa parte dos motoristas.
Mesmo assim, muitos ainda têm dúvidas sobre sua obrigatoriedade. As placas antigas continuam válidas, mas há situações em que a troca é inevitável e seguirá assim também em 2026.
Ao contrário do que se imagina, o modelo Mercosul não é imposto a todos os proprietários. O Código de Trânsito Brasileiro mantém a validade das placas cinzas para quem não precisou realizar nenhuma alteração nos dados do veículo. Porém, alguns grupos precisam, sim, migrar para o novo padrão, o que continua em vigor no próximo ano.
Quem precisa adotar a placa Mercosul?
A regra atinge veículos novos, que saem da loja já com o modelo atualizado. Também vale para quem fez transferência de propriedade, trocou a categoria do automóvel ou mudou de município.
Em qualquer um desses casos, o órgão de trânsito exige a substituição da placa para que o registro seja regularizado. Outro ponto importante é o estado de conservação: placas antigas danificadas, ilegíveis ou quebradas devem ser substituídas pelo padrão atual.
O modelo Mercosul também trouxe mudanças visuais. Antes, a cor do fundo e das letras indicava o tipo de uso do veículo. Agora, essa identificação passa para o contorno e para as tonalidades dos caracteres.
A combinação de sete dígitos foi mantida, mas com uma alteração na ordem: parte dos números foi substituída por letras, deixando a sequência diferente das placas tradicionais.
Identificação de estado e cidade volta a ser exigida
Uma das principais críticas ao padrão Mercosul era a ausência do estado e do município na placa. O espaço superior mostrava apenas o país de origem, o que dificultava a identificação regional.
Essa realidade começou a mudar em 2024, quando a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou o Projeto de Lei 3214/2023. A proposta restabelece a obrigatoriedade de informar estado e cidade nas placas, retomando uma característica das placas antigas.
Custos e impacto para o motorista
Em várias regiões, a adoção do modelo Mercosul acabou reduzindo o custo de emissão. A produção em maior escala e a retirada de elementos de segurança mais caros tornaram o processo mais acessível. Ainda assim, o valor final varia conforme cada estado, já que o serviço é prestado por empresas credenciadas.
Com mais mudanças previstas e novas regras em discussão, os motoristas precisam acompanhar as atualizações. Entender quando a troca é obrigatória evita multas e garante que o veículo permaneça regularizado.
A tendência é que o padrão Mercosul siga como referência nos próximos anos, mas com ajustes que atendam melhor às necessidades de identificação e fiscalização.





