Embora existam diferentes métodos para definir classes sociais, no Brasil, muitas entidades, como o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social), optam por utilizar as faixas de renda como principal referência.
Desta forma, a população é dividida em cinco faixas nomeadas por letras (A, B, C, D e E), que vão dos valores mais altos aos mais baixos, representando assim as diferentes camadas da sociedade por meio da renda familiar mensal e, em alguns casos, outros fatores adicionais.
Vale destacar que, no caso da FGV Social, a renda figura como o critério principal. E de acordo com o estudo Evolução das Classes Econômicas Brasileiras: 1976 a 2024, conduzido pela FGV Social, valores acima de R$ 14.191 já qualificam famílias para a “Classe A”.
Diferentemente de outras análises, o levantamento não leva em conta bens acumulados, como imóveis, veículos ou investimentos, nem as diferenças no custo de vida entre cidades e regiões, já que, de acordo com especialistas, estes dados podem distorcer as comparações.
Outras abordagens para definir classes sociais no Brasil
Conforme mencionado anteriormente, é possível determinar a divisão de classes sociais no Brasil por meio de abordagens distintas, que por sua vez, consideram diferentes fatores para distribuir a população entre as faixas.
Uma extremamente popular é a divisão em terços, que estabelece que a sociedade é dividida em três grupos de tamanho igual (33% mais pobres, 33% do meio, 33% mais ricos). Todavia, por conta de sua interpretação simplista, que ignora muitas desigualdades do país, este método acaba sendo evitado por especialistas.
Já dentre as abordagens mais utilizadas, destacam-se o critério de classificação econômica da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), que divide a população nas cinco faixas de renda, mas considera o poder de compra e o acesso a serviços para o cálculo.





