O governo federal confirmou o novo salário mínimo que começa a valer em janeiro de 2026. O piso nacional passará de R$ 1.518 para R$ 1.621. O reajuste, de R$ 103, representa uma alta de 6,79% e será percebido no contracheque pago em fevereiro. A atualização segue a política permanente de valorização, que combina inflação e crescimento econômico no cálculo final.
Como o governo chegou ao novo valor
A correção levou em conta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para medir a inflação de famílias de baixa renda. O indicador acumulou 4,18% nos últimos 12 meses. Além disso, entrou na conta a variação do PIB, que, segundo dados revisados do IBGE, registrou crescimento de 3,4% em 2024.
Mas há um limite: a regra do novo arcabouço fiscal impede que o reajuste real — aquele que ultrapassa a inflação — ultrapasse 2,5%. Assim, mesmo com a soma completa indicando um valor técnico de R$ 1.620,99, o governo arredondou para R$ 1.621, como determina a legislação.
Diferença em relação ao previsto no orçamento
O número final ficou um pouco abaixo do projetado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que estimava um salário mínimo de R$ 1.627. Essa diferença deve obrigar a equipe econômica a recalibrar algumas contas, já que o valor do piso influencia diretamente vários gastos federais, como benefícios previdenciários, seguro-desemprego e o BPC.
Com um salário mínimo menor do que o previsto inicialmente, a pressão sobre o orçamento tende a ser um pouco menor, mas ainda exigirá ajustes para manter o planejamento fiscal alinhado ao arcabouço.
Quem será impactado?
O novo valor afeta diretamente mais de 25 milhões de pessoas que recebem algum tipo de benefício atrelado ao salário mínimo, além de trabalhadores formais e domésticos. Também influencia municípios e estados que utilizam o piso nacional como referência para contratações e remunerações básicas.
Embora o reajuste esteja acima da inflação, o ganho real permanece limitado. A política de valorização tenta equilibrar aumento do poder de compra e responsabilidade fiscal, mas ainda gera debate entre especialistas, que apontam o desafio de manter crescimento do salário mínimo sem pressionar as contas públicas.
O piso de R$ 1.621 passa a ser referência oficial a partir de 1º de janeiro de 2026. O valor ajustado aparecerá nos pagamentos feitos em fevereiro. Até lá, o governo deve consolidar os números da LDO e revisar projeções para garantir que o impacto do novo mínimo se encaixe no plano fiscal do próximo ano.Qual será o novo valor do salário mínimo em 2026?




