O pagamento de dezembro do Bolsa Família segue nesta quinta-feira para quem tem Número de Inscrição Social (NIS) terminado em 2. A Caixa Econômica Federal libera a parcela já com os ajustes previstos para o fim do ano.
O benefício mínimo permanece em R$ 600, mas os adicionais fazem o valor médio chegar a R$ 691,37. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, mais de 18,7 milhões de famílias serão atendidas, somando R$ 12,74 bilhões desembolsados.
Por que o calendário mudou?
O cronograma de dezembro é sempre antecipado. A liberação costuma ocorrer nos últimos dez dias úteis, mas, por causa das festas de fim de ano, os depósitos começam mais cedo para garantir que os beneficiários recebam antes do Natal. As informações sobre valores, composição das parcelas e datas atualizadas podem ser consultadas no aplicativo Caixa Tem.
O pagamento inclui três tipos de complementos. Famílias com bebês de até seis meses recebem seis parcelas de R$ 50 para reforçar a alimentação. Há também repasses de R$ 50 a gestantes e nutrizes. Crianças e jovens de 7 a 18 anos dão direito a outro adicional de R$ 50. Já cada criança de até seis anos garante mais R$ 150. Esses benefícios são somados ao valor mínimo.
Pagamentos unificados em cidades afetadas
Alguns municípios receberam os valores de forma antecipada e sem seguir o número final do NIS. Na quarta-feira (10), o governo liberou o pagamento para moradores de 179 cidades.
O repasse unificado atendeu principalmente municípios do Rio Grande do Norte e do Paraná, além de localidades de Sergipe, São Paulo, Roraima, Amazonas e Piauí. Entre eles está Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, que sofreu forte destruição após um tornado atingir a região. A decisão considerou impactos de chuvas, estiagens e situações específicas de povos indígenas.
Mudanças recentes no programa
Desde 2023, os beneficiários não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A alteração foi definida pela lei que restabeleceu o Programa Bolsa Família. O Seguro Defeso segue destinado a pescadores artesanais que precisam interromper a atividade durante o período de reprodução dos peixes.
Neste mês, cerca de 2,33 milhões de famílias estão na chamada regra de proteção. Ela permite que quem conseguiu emprego ou aumentou a renda continue recebendo metade do valor do benefício por até um ano.
O limite de renda permanece em meio salário mínimo por pessoa. Em dezembro, mais 169,9 mil domicílios passaram para essa condição. Para quem entrou na regra até maio, a permanência ainda é de dois anos. Para os que ingressaram a partir de junho, o período foi reduzido para doze meses.




