Um projeto em debate na Câmara Legislativa do Distrito Federal pode mudar a rotina financeira de quem trabalha sobre duas rodas. A proposta, apresentada pelo deputado Eduardo Pedrosa, abre espaço para a isenção total ou a redução do IPVA de motocicletas usadas por motoristas de aplicativo e motoboys. A medida tenta aliviar custos que pesam no orçamento de profissionais que dependem da moto para garantir renda mensal.
A discussão cresce em um momento em que o setor enfrenta altos gastos com manutenção, combustível e reposição de peças. Para muitos entregadores, a margem de lucro é apertada e qualquer economia faz diferença. A ideia do projeto é justamente reconhecer esse cenário.
O texto argumenta que esses trabalhadores garantem mobilidade urbana, desafogam o trânsito e atendem demandas essenciais, como entrega de medicamentos e alimentos.
Como devem funcionar os critérios?
Apesar do impacto potencial, a isenção não seria liberada para todos. O texto define que apenas profissionais cadastrados no Detran-DF poderiam participar. O entregador também teria de comprovar atividade regular na categoria e manter um histórico considerado adequado. Isso significa não ter infrações graves ou gravíssimas registradas recentemente e participar de cursos de direção defensiva.
A proposta permite que o benefício seja aplicado de forma total ou progressiva. Tudo dependerá do cumprimento dessas exigências e também da capacidade financeira do governo local. O projeto prevê ainda um sistema de comprovação para evitar fraudes e garantir que apenas veículos usados profissionalmente tenham direito ao desconto.
Debate sobre custos e expansão da ideia?
A iniciativa ainda passa por análises internas e não deve avançar sem um estudo sobre o impacto no orçamento público. O Governo do Distrito Federal terá a decisão final para autorizar ou não a renúncia fiscal.
Por isso, a Secretaria da Fazenda deve avaliar a queda potencial de arrecadação, o número de profissionais alcançados e o limite para eventuais ampliações da medida.
Mesmo em fase inicial, a proposta já abre espaço para discussões ampliadas. Parlamentares avaliam que a ideia pode servir de modelo para outros estados, onde entregadores e motoristas vivem a mesma realidade de gastos altos e renda variável. O debate gira em torno de uma pergunta central: como equilibrar o alívio financeiro para trabalhadores essenciais e, ao mesmo tempo, manter as contas públicas em dia?
Se aprovada, a iniciativa pode marcar uma mudança importante na política de mobilidade do DF. A discussão segue nas próximas semanas, com expectativa de ajustes no texto e novos pareceres técnicos antes da votação.





