O futuro da tecnologia móvel está em debate e a grande pergunta é qual dispositivo substituirá o smartphone como principal ferramenta do dia a dia. Para empresas gigantes do setor, essa resposta pode definir o rumo dos próximos anos. A Meta, liderada por Mark Zuckerberg, já aponta sua aposta: os óculos inteligentes.
A visão da Meta sobre superinteligência
Em julho de 2025, o CEO da Meta publicou uma carta em que apresentou sua visão sobre o conceito de superinteligência. A ideia central é que, em algum momento, as máquinas ultrapassem a capacidade intelectual humana. Para Zuckerberg, esse avanço poderá ser incorporado de maneira prática em dispositivos pessoais, como óculos capazes de enxergar e ouvir o que o usuário percebe, interagindo continuamente com ele.
A proposta é que esses aparelhos funcionem como assistentes pessoais avançados, capazes de compreender metas individuais e oferecer suporte para alcançá-las. A aposta é que a chamada superinteligência pessoal seja mais útil que qualquer outro tipo de tecnologia já criada.
Experiência imersiva e o papel dos óculos
Ainda no primeiro semestre de 2025, Andrew Bosworth, chefe de tecnologia da Meta, reforçou esse caminho. Ele destacou que óculos de realidade aumentada podem ser o meio mais eficiente de proporcionar experiências imersivas, indo além de telas de celulares ou computadores.
Segundo Bosworth, esse tipo de dispositivo permitiria vivências parecidas com assistir a um jogo ao vivo da quadra, mas sem os altos custos de ingresso e deslocamento. Para ele, dentro de uma década será possível assistir conteúdos e interagir de maneira muito mais envolvente por meio desses acessórios.
A resposta do mercado e dos especialistas
Pesquisadores e analistas de tecnologia apontam que os óculos inteligentes já estão deixando de ser apenas itens de moda para se transformarem em plataformas completas de computação pessoal. A integração com sistemas de inteligência artificial, como o Meta AI, permite controle por voz e respostas imediatas às necessidades dos usuários.
Relatórios recentes mostram que esse setor já apresenta sinais de crescimento acelerado. De acordo com dados da Counterpoint Research, em 2024 a procura global por smartglasses cresceu mais de 200% em comparação ao ano anterior, lembrando os primeiros anos da popularização dos smartphones.
Modelos desenvolvidos pela Meta
Atualmente, a Meta aposta em dois modelos principais. O primeiro é o Ray-Ban Meta, criado em parceria com a tradicional marca de óculos. O acessório combina estilo clássico com funções tecnológicas, incluindo assistente de voz, câmeras discretas e a possibilidade de transmissão ao vivo em plataformas como Facebook e Instagram.
O segundo projeto é o Orion, ainda em fase experimental, considerado caro demais para produção em escala. Diferente do primeiro modelo, o Orion é um óculos de realidade aumentada projetado para unir ambientes físicos e digitais. Uma das novidades é a integração com uma pulseira capaz de reconhecer movimentos da mão, permitindo interações diretas com as imagens projetadas nas lentes.
Caminhos e incertezas para o setor
Especialistas acreditam que a Meta possui todos os elementos para se consolidar nesse novo mercado: hardware próprio, sistema operacional baseado em inteligência artificial e uma plataforma de conteúdo já preparada para atrair consumidores. No entanto, alguns analistas são cautelosos e lembram que os óculos inteligentes ainda estão longe de atingir a mesma popularidade dos smartphones.
O que parece certo é que a disputa pelo próximo dispositivo central da vida digital já começou. Se os celulares dominaram as últimas duas décadas, os próximos anos poderão ser marcados por acessórios capazes de projetar telas, captar comandos por gestos e oferecer experiências mais próximas do mundo real.





