Os aposentados e segurados do INSS podem começar o próximo ano com uma boa notícia. Um benefício importante, que garante um acréscimo significativo na renda de quem mais precisa, continuará valendo em 2026. A medida representa um alívio para muitos idosos que dependem da aposentadoria para custear seus cuidados diários e manter uma vida digna.
A notícia vem em um momento em que o custo de vida segue em alta e os gastos com saúde, alimentação e medicamentos pesam cada vez mais no orçamento de quem já não pode mais trabalhar. Por isso, a manutenção desse adicional é vista como uma forma de reforçar a proteção social e garantir melhores condições para os aposentados que precisam de apoio constante no dia a dia.
Aposentadoria com adicional de 25% continua garantida
Em 2026, os aposentados por invalidez, atualmente chamados de aposentados por incapacidade permanente, poderão continuar solicitando o acréscimo de 25% no valor mensal do benefício. Esse aumento é destinado a quem necessita da ajuda contínua de outra pessoa para realizar tarefas básicas, como se locomover, se alimentar ou cuidar da higiene pessoal.
De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), essa regra segue inalterada e continua sendo uma das principais garantias para quem perdeu de forma definitiva a capacidade de exercer atividades profissionais. O benefício tem o objetivo de compensar os custos adicionais que surgem quando o segurado depende de assistência permanente.
Hoje, o Brasil tem quase 41 milhões de benefícios ativos pagos pelo INSS, sendo cerca de 23,5 milhões de aposentadorias. Uma parte desses beneficiários está incluída na categoria de incapacidade total e permanente. Muitos, porém, ainda desconhecem que podem solicitar o adicional e acabam não recebendo um valor que lhes é de direito.
Para ter acesso à aposentadoria por incapacidade permanente, o trabalhador precisa cumprir alguns requisitos:
• Ter contribuído por, no mínimo, 12 meses (exceto nos casos de acidente ou doenças graves);
• Estar com a contribuição ativa ou dentro do chamado período de graça;
• Passar por uma perícia médica do INSS que comprove a incapacidade total e definitiva.
Entre as doenças que permitem o benefício sem exigência de carência estão câncer, esclerose múltipla, AIDS, Parkinson e cegueira. Outras enfermidades, mesmo não listadas oficialmente, também podem garantir o direito, desde que sejam comprovadas com laudos médicos — como a artrite reumatoide, recentemente analisada em perícias do INSS.
O valor do benefício equivale atualmente a 91% da média dos salários de contribuição do segurado, podendo ser acrescido do adicional de 25% quando há comprovação de necessidade de cuidados permanentes. Esse extra é fundamental para ajudar nas despesas com cuidadores, tratamentos e medicamentos, garantindo mais segurança e qualidade de vida.
Julgamentos e regras que podem impactar o benefício
Enquanto o adicional de 25% segue garantido para o próximo ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar o julgamento de treze ações que questionam pontos da Reforma da Previdência de 2019, entre eles o cálculo da aposentadoria por incapacidade permanente. Especialistas afirmam que a decisão do Supremo pode alterar o valor final da aposentadoria, mas não afeta o adicional concedido aos segurados que precisam de auxílio constante.
O pedido do benefício e do adicional pode ser feito totalmente pela internet, por meio da plataforma Meu INSS. Nela, o segurado deve anexar documentos pessoais, laudos médicos e exames que comprovem sua condição. O sistema permite acompanhar o andamento do processo e, caso o pedido seja negado, é possível apresentar recurso administrativo ou buscar o direito na Justiça.





