O empresário Eike Batista, que já ocupou o posto de homem mais rico do Brasil, perdeu praticamente todo o patrimônio acumulado ao longo dos anos 2000 e chegou à falência após o colapso do grupo empresarial que comandava. A queda ocorreu a partir de 2012, quando empresas do Grupo EBX passaram a enfrentar dificuldades financeiras, judiciais e operacionais.
Eike construiu sua fortuna com um conglomerado voltado principalmente para os setores de mineração, petróleo, logística e energia. Naquele período, chegou a figurar entre os empresários mais ricos do mundo, impulsionado pela valorização de empresas listadas na Bolsa e por projeções de crescimento consideradas ambiciosas pelo mercado.
O processo de deterioração teve como marco a crise da OGX, empresa de petróleo do grupo. A companhia havia prometido volumes elevados de produção, mas os campos explorados não apresentaram o desempenho esperado. A frustração das previsões levou à perda de confiança dos investidores, à queda acentuada das ações e ao aumento das dívidas do grupo, que se espalharam por outras empresas da holding.
Crise empresarial e consequências judiciais
Com o avanço da crise financeira, Eike Batista passou a enfrentar também investigações judiciais. Em 2017, ele foi preso no âmbito da Operação Eficiência, desdobramento da Lava Jato, sob acusação de pagamento de propina ao então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. O empresário confessou os crimes e foi condenado em processos na Justiça Federal, com penas que posteriormente foram revistas em instâncias superiores.
A trajetória empresarial e a queda do ex-bilionário se tornaram objeto de análises acadêmicas, reportagens e produções audiovisuais. O caso foi retratado no filme “Eike: Tudo ou Nada”, que aborda a ascensão acelerada e o colapso do grupo empresarial.
Nos últimos anos, Eike Batista voltou a aparecer no noticiário por iniciativas no setor privado. Recentemente, segundo relatos divulgados pela imprensa, ele promoveu uma mentoria voltada a empresários e empreendedores, que arrecadou cerca de R$ 1 milhão em poucos dias. A atividade tem como foco o compartilhamento de experiências acumuladas ao longo da carreira.
Hoje, aos 68 anos, Eike afirma, em entrevistas, que não tem como objetivo recuperar a posição de bilionário. Casado com a advogada Flávia Sampaio, ele diz estar concentrado em novos projetos e atividades empresariais de menor escala.





