A Praia Brava, no Norte de Florianópolis, perdeu um de seus animais comunitários mais conhecidos. Orelha, um cão de aproximadamente 10 anos, morreu após sofrer agressões graves no mês de janeiro. Conhecido pela convivência tranquila com moradores e turistas, o animal era cuidado coletivamente pela comunidade local, que garantia alimentação, abrigo improvisado e acompanhamento veterinário.
Orelha foi encontrado ferido no dia 15 de janeiro. De acordo com informações apuradas pelo portal G1, o cão apresentava lesões severas provocadas por atos de violência. Ele chegou a receber atendimento emergencial, mas, diante do quadro irreversível, a equipe veterinária optou pela eutanásia para evitar maior sofrimento. A Polícia Civil confirmou que ao menos quatro adolescentes foram identificados como suspeitos de envolvimento no caso, que é investigado como crime de maus-tratos.
O episódio causou repercussão imediata entre moradores da região e motivou manifestações de indignação nas redes sociais. Orelha circulava livremente pela Praia Brava e era reconhecido como parte do cotidiano do bairro, sem registros de comportamento agressivo ou conflitos com frequentadores.
Animal era acompanhado por moradores
Ao contrário de animais abandonados sem qualquer assistência, Orelha tinha uma rede informal de proteção. Moradores da Praia Brava se revezavam para oferecer comida, água e cuidados básicos. Quando necessário, ele também era levado para atendimento clínico.
Em entrevista ao G1, a médica veterinária Fernanda Oliveira, que acompanhava o estado de saúde do cão, afirmou que o animal apresentava comportamento dócil e sociável. Segundo ela, Orelha era acostumado à presença de pessoas, interagia de forma tranquila e não representava risco para quem frequentava a região. Por já ser considerado idoso, recebia atenção redobrada da comunidade.
A Polícia Civil segue apurando o caso para esclarecer a dinâmica das agressões e responsabilizar os envolvidos. Por se tratar de suspeitos menores de idade, os procedimentos seguem as normas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.





