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O Brasil rumo ao espaço: 1º satélite 100% nacional será lançado este mês

No fim deste mês, primeiro satélite 100% brasileiro será enviado ao espaço, após ser resolvida pendência de pagamento dos bolsistas

Érico Firmo
19:06 | 18/02/2021
Montagem do Amazônia-1 (Foto: INPE/DIVULGAÇÃO)
Montagem do Amazônia-1 (Foto: INPE/DIVULGAÇÃO)

Às 1h54min de 28 de fevereiro, o primeiro satélite de observação da terra projetado, integrado, testado e operado totalmente no Brasil será enviado ao espaço. O Amazônia-1 será lançado pela missão PSLV-C51 da ISRO, no Centro Espacial de Satish Dhawan, na Índia, às 10h24min na hora local.

O satélite foi levado à Índia em 22 de dezembro, em 52 containeres. O satélite foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI). O investimento é de R$ 270 milhões.

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O programa enfrentou falta de pagamento dos bolsistas envolvidos no programa. Com o Inpe sem recursos, a AEB assumiu os pagamentos por dois meses para não inviabilizar o lançamento. Outros profissionais do instituto seguiam com pagamento suspenso.

O satélite

O Amazonia-1 tem seis quilômetros de fios e 14 mil conexões elétricas. Trata-se de satélite de órbita Sol síncrona (polar). Será o terceiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto em operação. Irá se juntar ao CBERS-4 e ao CBERS-4A.

- Periodicidade: serão geradas imagens do planeta a cada cinco dias. Sob demanda, poderá fornecer dados de um ponto específico em dois dias. Esta característica é útil, por exemplo, em alertas de desmatamento, porque aumenta a chance de captar de imagens úteis apesar da cobertura de nuvens

- Captação de imagens: o Amazônia-1 possui imageador óptico de visada larga (câmera com 3 bandas de frequências no espectro visível VIS e 1 banda próxima do infravermelho Near Infrared ou NIR) capaz de observar uma faixa de aproximadamente 850 km com 64 metros de resolução

- Monitoramento: a órbita foi projetada para possibilitar alta taxa de revisita, a cada cinco dias. Com isso, fornecerá considerável quantidade de informações de um mesmo local do planeta.

- Órbita: a dinâmica orbital foi calculada para que o satélite sempre cruze a linha do Equador entre 10h15min e 10h45min do horário local, em todos os locais por onde estiver passando, até o fim de sua operação. Isso permitirá ter as mesmas condições de iluminação da superfície terrestre, para comparação mais fiel das imagens adquiridas dos mesmos locais durante o ano inteiro.

- Vida útil: 4 anos

A missão

O satélite é parte da Missão Amazônia. É o primeiro de três satélites de sensoriamento remoto previstos: Amazônia-1, Amazonia-1B e Amazonia-2.

O objetivo da missão é ter dados de sensoriamento remoto para monitorar desmatamento principalmente na região amazônica. Também será monitorada a agricultura em todo o território nacional.

Os três satélites da série Amazonia serão formados por dois módulos independentes: o módulo de serviço, que é a Plataforma Multimissão (PMM), e o módulo de carga útil, que terá câmeras imageadoras e equipamentos de gravação e transmissão de dados de imagens.

Com informações do Inpe e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações