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Tecnologia
NOTÍCIA

Google vai exigir comissão nas compras e assinaturas de apps baixados pela Play Store

Os desenvolvedores terão até 30 de setembro de 2021 para realizar adaptações

08:54 | 29/09/2020
A comissão cobrada será de 30% (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
A comissão cobrada será de 30% (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O Google disse na última segunda, que passará a exigir comissão nas compras e assinaturas de aplicativos baixados pela Play Store. Dessa forma, os desenvolvedores que distribuem aplicativos na loja Play Store serão obrigados a usar o sistema próprio de pagamentos da empresa, que cobra comissão de 30% para cada transação. As informações são do portal G1.

Os desenvolvedores terão até 30 de setembro de 2021 para realizar adaptações. Essa regra na verdade já existe, mas alguns apps "burlam" a cobrança ao oferecer sistemas alternativos de pagamentos para assinaturas e outros itens digitais.

Com a mudança, a política do Google fica alinhada com a que é praticada pela Apple, que remove aplicativos que passam por cima da sua plataforma de pagamentos.

Posições contrárias

A cobrança do "imposto" pelas transações causa desconforto entre alguns criadores de aplicativos, que são contra a exigência.

A Epic Games, criadora do game Fortnite, processou Apple e Google por considerar a prática desleal e impedir a concorrência.

O jogo passou a oferecer um método de compra de moedas digitais que não pagava comissões, e foi removido das lojas de apps do iPhone e do Android.

Aliança para pressionar comissão

Empresas que estão por trás de aplicativos como Spotify e Tinder se juntaram à Epic e criaram uma aliança para pressionar contra a comissão. As companhias defendem a criação de um código de conduta a ser adotado pelas lojas de apps.

Embora a notícia sobre a comissão possa desagradar desenvolvedores, o Google anunciou outras mudanças sobre a distribuição dos aplicativos no Android, atendendo uma das demandas dos criadores.

A companhia disse que irá facilitar a instalação de lojas alternativas a partir do Android 12 – que será lançado no ano que vem. Isso permitirá que alguns desenvolvedores incentivem seus usuários a instalar seus aplicativos a partir de outras fontes – como a Galaxy App Store, da Samsung.

O Google defende que essa medida irá garantir mais concorrência e que cada loja poderá decidir sobre o seu próprio modelo de negócios – escolhendo cobrar ou não taxas por transações – e que cada aplicativo será livre para escolher onde deseja ser distribuído.

A Play Store vem instalada de fábrica na maioria dos dispositivos Android. Algumas marcas incluem lojas próprias, como a Samsung e Huawei.

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