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Pesquisadores desenvolvem capinha de celular de pele artificial que sente beliscão, cócegas e até carinho

A equipe ainda pretende oferecer a possibilidade de uma pele artificial para capa que contenha pelos e temperatura corporal

11:35 | 23/10/2019
Ao tocar levemente a capa, o telefone ‘entende’ que o usuário quer atenção; ao apertar com força, percebe a raiva; já as carícias são interpretadas como alento
Ao tocar levemente a capa, o telefone ‘entende’ que o usuário quer atenção; ao apertar com força, percebe a raiva; já as carícias são interpretadas como alento (Foto: Reprodução/Marc Teyssier)

Um grupo de pesquisadores franceses da Telecom Paris, escola de engenharia da França, desenvolveu uma pele artificial que pode ser utilizada como capa de smartphone. A membrana possui função tátil e pode reagir a estímulos externos como beliscão, cócegas e até carinho. A invenção foi divulgada na quinta-feira, 17.

A interface se chama Skin-On e foi criada pelo designer de interação Marc Teyssier. Em entrevista à revista NewScientist, ele disse porque começou a pesquisar sobre a ideia: “Eu queria beliscar meu telefone”. A pele artificial foi programada para reconhecer gestos e toques e as emoções relacionadas a tais ações. Por exemplo, ao tocar levemente a capa, o telefone ‘entende’ que o usuário quer atenção; ao apertar com força, percebe a raiva; já as carícias são interpretadas como alento.

De acordo com a equipe de desenvolvedores, devem ser ofertados dois modelos da nova capa: a mais simples, com um único tom, e outra ultra-realista
De acordo com a equipe de desenvolvedores, devem ser ofertados dois modelos da nova capa: a mais simples, com um único tom, e outra ultra-realista (Foto: Reprodução/Marc Teyssier)

Na prática, as novas funções devem permitir interações mais específicas em realidade virtual, ao proporcionar comunicação tátil em ferramentas que utilizem avatares. “Quando conversamos com alguém pessoalmente, às vezes, usamos o toque para transmitir afeto, emoções e, geralmente, enriquecer o discurso. Agora que a comunicação mediada é realizada através dos dispositivos, perdemos o senso da modalidade de comunicação por toque”, avaliou Teyssier.

A ideia é que a cobertura também possa exercer funções como a do touchpad dos notebooks
A ideia é que a cobertura também possa exercer funções como a do touchpad dos notebooks (Foto: Reprodução/Marc Teyssier)

A ideia é que a cobertura também possa exercer funções como a do touchpad dos notebooks, área sensível ao toque que permite o movimento do cursor do mouse. De acordo com a equipe de desenvolvedores, devem ser ofertados dois modelos da nova capa: a mais simples, com um único tom, e outra ultra-realista. A equipe ainda pretende oferecer a possibilidade de uma pele artificial para capa que contenha pelos e temperatura corporal.

Segundo Teyssier, o desenvolvimento do software e do hardware levou cerca de três meses. Também foi complicado utilizar a pele artificial, um material composto, entre outros, de cobre e silício. O designer é o mesmo que criou, em 2018, um dedo robótico que pode ser plugado aos smartphones, servindo como ferramenta de interação, câmera, lanterna, apoio e outras funções. Em entrevista ao portal brasileiro Gizmodo, o francês afirmou que criou essa tecnologia “para propor um futuro possível com dispositivos antropomórficos”.