PUBLICIDADE
Tecnologia
INFORMAÇÃO

Em site e pelo Whatsapp, novo sistema ajuda a identificar fake news

A ferramenta usa critérios como erros ortográficos e riqueza do vocabulário para detectar notícias falsas

10:44 | 16/10/2018
Entre os pesquisadores que desenvolvem o projeto estão Roney Lira (à esquerda), Rafael Augusto Monteiro e o professor Thiago Pardo (em pé). (Foto: Denise Casatti/Divulgação)
A checagem de notícias se tornou importante em meio a disseminação de fake news, principalmente agora, em período eleitoral. Tendo em vista esclarecer e separar informações verdadeiras e falsas, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram uma ferramenta de detecção de fake news. O sistema do projeto Detecção Automática de Notícias Falsas para o Português (NILC-USP) pode ser utilizado em um site ou pelo Whatsapp.

A ferramenta utiliza critérios como erros ortográficos e riqueza de vocabulário para avaliar se uma notícia é ou não falsa. Além disso, é percebida a assertividade e a emotividade normalmente utilizadas nas fake news.
 
A plataforma está em fase de testes e aperfeiçoamento, mas já é possível acessá-la gratuitamente. Para utilizar, é preciso colar no espaço reservado todo o corpo da notícia. O sistema identifica com 90% de precisão informações que são totalmente verdadeiras ou totalmente falsas.

Ao utilizar a ferramenta no Whatsapp, uma janela de troca de mensagens do aplicativo se abrirá com a mensagem “Nilc-FakeNews”. Quando enviada, o sistema responderá com uma mensagem automática e já será possível analisar notícias. Caso sejam verificados indícios de fake news, surge o alerta: “Essa notícia pode ser falsa. Por favor, procure outras fontes confiáveis antes de divulgá-la”. 

A plataforma foi criada por meio de um conjunto de notícias com 3,6 mil textos falsos e 3,6 mil verdadeiros. O computador, assim, consegue analisar características presentes nos dois tipos de notícia e identificá-las, no futuro, em outros textos.
 
O projeto foi financiado pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) do CNPq e por outras duas agências de fomento brasileiras (Capes e Fapesp). 
 
Redação O POVO Online