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Tecnologia
Saúde da visão

Saiba o que pode ocorrer caso tente fotografar o eclipse e como vê-lo corretamente

A maneira mais segura de observar o eclipse é de forma indireta, mas não com o uso de câmeras ou óculos de sol

13:42 | 21/08/2017

O eclipse solar poderá ser visto na tarde desta segunda-feira, 21. Grande parte do norte e nordeste do Brasil conseguirá ver parcialmente o fenômeno, que ocorrerá por completo (com a Lua cobrindo totalmente o Sol) nos Estados Unidos. Devido às expectativas pelo eclipse, muita gente está empolgada para registrar o fenômeno. Funcionários de uma loja de produtos fotográficos americana decidiram gravar um vídeo e mostrar o que ocorre quando se tenta fotografar o eclipse - e, consequentemente, o Sol.

O vídeo (abaixo) mostra que poucos segundos já são suficientes para causar estragos permanentes ao sensor da câmera. Isso ocorre porque a lente da câmera (qualquer uma) atua como uma lente de aumento - naquela clássica brincadeira de criança de queimar objetos usando raios solares - concentrando os raios solares e literalmente queimando a parte interna da câmera.

 

Claro que existem formas de evitar até o menor dos estragos ao tentar fotografar o fenômeno - que começará em Fortaleza, às 16h20 e terá o pico às 17h13, de acordo com o site do Google. A questão é que são filtros solares muito específicos que a maioria do público mais leigo não terá acesso. Em geral, os profissionais de fotografia sabem que filtros são esses e não se arriscam com fotos do tipo sem eles. Por isso que ao fim do vídeo o especialista diz que "a moral dessa história é: se você não tem os filtros certos e você não é um profissional, não tente fotografar o eclipse. Apenas aproveite-o com amigos e família".

 

Outro detalhe que é importante destacar é que muita gente pensa que é seguro olhar através do display dos dispositivos, ou seja, apontar a câmera do celular (ou outra câmera digital) para o Sol e olhar através da tela. Isso pode até permitir que um pouco do Sol seja visto durante um tempo, mas a câmera será permanentemente prejudicada. No caso das câmeras DLSR, olhar através do visor ótico é ainda pior. Isso porque os raios solares serão concentrados diretamente no olho e poderão queimar a retina da pessoa.

Como ver o fenômeno

A maneira mais segura de observar o eclipse é de forma indireta. Um buraco minúsculo, que pode ser feito com uma agulha, em um pedaço de papel, permite que o eclipse seja visto pela luz que passa pelo papel e ilumina qualquer sombra. Isso mostrará um ponto de luz que ficará sombreado conforme o eclipse progride. Isso já é uma espécie de câmara escura improvisada, que também pode ser feita com uma caixa.

A imagem mostra uma pessoa observando o sol de forma indireta, a partir da luz projetada, através de um papel com um pequeno furo, em uma sombra
Uma das formas seguras de ver o eclipse é usar um papel com um furo e ver a luz do sol sendo projetada numa sombra (Foto: Nasa)
 

Outra forma é utilizar uma lente para solda número 14 (esse é o valor mínimo, pois menos que isso pode prejudicar a visão, segundo a Nasa) e colocar isso entre o olho e o Sol. Muito importante é tentar não deixar entrar sol no olho de forma alguma. Por isso uma dica é colocar a lente para solda sobre uma proteção opaca, como um papelão, e criar um furo do tamanho da lente. Desse jeito a pessoa não corre risco de olhar acidentalmente para o Sol enquanto o procura no céu.

Uma opção para aqueles que não conseguiram os materiais necessários ou não terão como ver o eclipse ao vivo por qualquer outro motivo, é acessar o site da Nasa sobre o eclipse de 2017 ou ir para o canal da Nasa no YouTube para assistir a transmissão da live que mostrará o fenômeno.

 

Redação O POVO Online