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Jogar Pokémon GO durante o expediente pode dar demissão por justa causa

Jogar durante o expediente pode se enquadrar no artigo 482 da CLT como "desídia no desempenho das funções", "violação de segredo da empresa" e "ato de indisciplina e insubordinação"

20:12 | 12/08/2016
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Pokémon GO é febre mundial desde seu lançamento, no início de julho. Ao chegar no Brasil, no último dia 3, foi bem recebido por públicos de diversas faixas etárias. Porém, há riscos na captura dos monstrinhos nas ruas, ao dirigir e até no trabalho: quem jogar o game de realidade aumentada durante o serviço pode perder a vaga de emprego por justa causa.

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Funcionários podem perder a produtividade ao jogar durante o expediente, até mesmo na rua, quando se exerce funções externas. Eles podem receber punições e mesmo serem demitidos por justa causa, numa medida extrema. A própria Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) prevê este tipo de demissão quando há queda do desempenho.


A fabricante de automóveis Volkswagen decidiu proibir seus empregados de jogar Pokémon GO em qualquer espaço da sede central em Wolfsburg, na Alemanha. Em carta a seus 70 mil funcionários, a empresa alega que "falta de atenção" e a "distração" ao jogar aumenta o risco de acidente de trabalho, assim como usar redes sociais.

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O artigo 482 da CLT brasileira discrimina os motivos que podem levar à rescisão contratual. Jogar durante o expediente pode se enquadrar em “desídia no desempenho das respectivas funções (baixa produção)", “violação de segredo da empresa” e “ato de indisciplina e insubordinação”.

Mas, para que caracterize indisciplina ou insubordinação, é necessário que a empresa expresse claramente seus regulamentos internos sobre a utilização ou não de aparelhos celulares durante o expediente para que possa configurar uma justa causa para a demissão.

Já o GPS, usado em Pokémon GO, pode repassar informações privadas de localização interna, caracterizando vazamento de segredos da empresa, por exemplo.

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Saiba mais

Casos inusitados já foram populares desde o lançamento do aplicativo. Um pai jogava Pokemón Go no hospital, durante o nascimento da filha; uma americana encontrou um cadáver no lugar de pokémons; e até o Museu do Holocausto pediu para que seus visitantes parassem de usar o jogo durante as visitas, devido a uma conotação antissemita com um personagem que solta gás.

Nos EUA, o aplicativo já se mostrou mais buscado do que pornografia,mais baixado que o aplicativo Tinder, mais usado que o WhatsApp e continua sendo estratégia de empresas e até ladrões para atrair pessoas.

Entre os conceitos básicos do jogo estão batalhas entre os pokémons, o clássico sistema de ginásios da franquia e, claro, a captura e encubamento dos monstrinhos.

O aplicativo usa realidade aumentada para mostrar os pokémons no mundo real. Com a função GPS, os jogadores são avisados quando estão próximos de algum monstrinho. O app então processa uma imagem virtual dos pokémons sobre o sinal obtido via câmera fotográfica dos aparelhos.

Redação O POVO Online

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