PUBLICIDADE
Notícias

Xiaomi chega ao Brasil e não demonstra preocupação com a concorrência

Empresa anuncia chegada e visa atrair público jovem com smartphones potentes, compatíveis à Apple e Samsung

15:39 | 12/02/2015
NULL
NULL
"Põe mais água no feijão que já estamos chegando", publicou a Xiaomi no Facebook. A gigante de tecnologia chinesa busca sua fatia no mercado brasileiro e não apresenta preocupação sobre sua estratégia de vendas em relação aos concorrentes.

Por meio das redes sociais, a chinesa buscou uma interação maior com o público usando o Mi Bunny, o coelhinho mascote da empresa. Em um dos posts, ele fez uma selfie no Parque Ibirapuera (em São Paulo) e relatou: "Pre-pa-ra!", em alusão ao sucesso da cantora Anitta.
 
[FOTO3] 
 
Em outra publicação, o Mi, todo branquinho, aparece com um óculos escuro e um protetor solar dizendo: "Para os nossos fãs a gente tira o chapéu. Mas é só um pouquinho senão o sol queima minha cabeça", relacionando a diferenciação climática entre a terra verde-amarela e a China.
 
[FOTO4]
 
O primeiro anúncio sobre a vinda para o Brasil veio ainda em 2014, quando a Xiaomi divulgou o plano de expansão internacional. Em uma entrevista, o vice-presidente da empresa no País, Hugo Barra, declarou que estava preparando os produtos da marca para lançar ainda no primeiro semestre de 2015.
 
[FOTO2]

Os processadores, câmeras, memórias e estilos dos aparelhos telefônicos são muito comparáveis aos tops de linha da maçã e da gigante chinesa. O modelo Mi Note pode ser considerado o maior concorrente do iPhone 6 Plus, mas com um bônus: o aparelho custa 38% do valor aplicado pelo atual top da Apple.

A empresa é a quinta maior no mercado de smartphones e vende os produtos a preços bem mais populares que a Samsung e a Apple. Um dos motivos do sucesso são as vendas online, mas no mercado nacional, grande parte dos celulares são adquiridos em lojas físicas.

Possíveis estratégias

No País, 80% dos consumidores desta tecnologia compram os aparelhos pós-pagos em operadoras de celulares, em lojas físicas. Uma hipótese é que ela faça como em Singapura e mescle as vendas entre online e em parceria com operadoras.

Quando estreou na Índia, a gigante conseguiu tirar o Flipkart, maior site de e-commerce indiano do ar, mas por um motivo: vendeu 60 mil celulares em 5,2 segundos. Em menos de um semestre, a empresa ocupou uma fatia de 4% do mercado indiano.

A Xiaomi ainda busca cumprir sua palavra. Em 2013, em seu primeiro ano de vida, ela afirmou: "Vamos ser uma potência global até 2016".

Atualmente, ela está em terceiro lugar na venda de smartphones do mundo, ficando atrás da Samsung (1ª posição) e da Apple.
 
Redação O POVO Online 
TAGS