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Sites facilitam o contato de jovens com o ensino de programação

As plataformas A Hora do Código e Ano do Código usam a metodologia da programação digital para jovens elaborarem jogos e conhecerem novas ferramentas tecnológicas

17:37 | 20/06/2014
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O acesso à internet e o estudo da informática básica nas escolas já fazem parte da grade curricular de muitos colégios das redes pública e privada de ensino em todo o Brasil. Com o avanço da programação digital, sistemas especializados inserem sua metodologia nas escolas públicas com o objetivo de tornar o ensino de programação uma disciplina fixa para crianças e adolescentes.

A ONG A Hora do Código, é uma iniciativa mundial de incentivo ao ensino de programação de forma fácil e gratuita. Mark Zuckerberg, Bill Gates e Jack Dorsey apareceram em um vídeo de divulgação da Organização. Bill Clinton, Al Gore, Arianna Huffington, Mike Bloomberg, Steve Ballmer, entre outros, também deram declarações de apoio. Acesse o site da Hora do Código e assista ao vídeo.

A apresentação do portal é iniciada a com uma frase do Steve Jobs, criador da Apple, em que o programador diz que “todas as pessoas deveriam aprender a programar computadores, porque isso ensina a pensar”. Países como Estados Unidos e Reino Unido terão este ensino de programação na grade curricular já a partir de 2015.

Qualquer pessoa pode acessar o site para experimentar os métodos de ensino, os jogos disponíveis e outras ferramentas. Para os professores, existe um segmento na plataforma em que ele e seus alunos podem se cadastrar para ter acesso ao sistema e criar jogos.

Um programa semelhante é o projeto brasileiro Ano do Código. Assim como ocorre na Code.org, internautas podem ter contato com esquemas de programação de forma simples, com tutoriais e depoimentos em vídeo que ajudam a melhorar o entendimento das tarefas.

Programa no Ceará

No Brasil, os educadores entendem que é importante ter ensino da linguagem dos códigos nas instituições. Entretanto, o Governo Federal ainda não tem nenhum programa vigente para a implementação deste método nas escolas. O ensino da música, por exemplo, demorou muito a se tornar obrigatório no Brasil.

A Microkids é um dos sistemas de programação, que trabalha com tecnologia educacional há 18 anos. O objetivo do sistema é promover a criação de programas, sites, games e aplicativos. Outra empresa que atua nesta área é a Takezo Digital, existente desde 2004.

No estado do Ceará, estudantes de escolas públicas e privadas utilizam o este sistema. As instituições que aderiram ao Microkids ensinam programação por meio da criação de jogos, com ferramentas como o Scratch, Game Maker e Animator. De início, eles aprendem a lógica brincando, dando comandos como direita, esquerda, para cima e para baixo.

Para a desenvolvedora de projetos da Microkids, Lisalba Camargo, os alunos de hoje são nativos digitais, e já dominam os programas de computador melhor que adultos. ''O que eles querem agora é dar ordens, comandar a máquina, criar novas ferramentas, e é isso que o ensino de programação promove'', ressalta Lisalba.

Redação O POVO Online

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