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Brasil volta a registrar mais de mil mortes por covid em 24h

00:04 | Fev. 04, 2022
Autor DW
Tipo Notícia

Média móvel de óbitos aumentou para 702, patamar verificado pela última vez em agosto passado.Patamar de mil mortes diárias não era superado desde agosto passado. Número de novos casos chega a 298,4 mil e bate recorde. Fiocruz afirma que ocupação de UTIs é crítica em 9 unidades da Federação.O Brasil registrou oficialmente nesta quinta-feira (03/02) 1.041 novas mortes ligadas à covid-19, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass). É a primeira vez que o Conass registra mais de mil mortes por covid-19 em 24 horas no país desde 18 de agosto, há mais de cinco meses. A alta de novos casos e mortes se relaciona à disseminação da variante ômicron, mais transmissível. Nesta quinta, também foram registrados 298.408 novos casos de covid-19, quebrando o recorde anterior, de 28 de janeiro. Com isso, o total de infecções registradas no país chega a a 26.091.520, e os óbitos oficialmente identificados somam 630.001. Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais devem ser ainda maiores em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação. Uma pesquisa Datafolha publicada em 15 de janeiro apontou que um entre quatro brasileiros com 16 ou mais anos de idade afirma ter ter sido diagnosticado com covid-19 desde o início da pandemia no país. O número representa quase o dobro dos casos oficialmente notificados. A média móvel de casos, que avalia os últimos sete dias, também é recorde, com 189.526 infecções. A média móvel de óbitos aumentou para 702, patamar verificado pela última vez em agosto passado. Já a taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes está em 299,8 no Brasil, a 14ª mais alta do mundo, atrás de alguns pequenos países europeus e do Peru. Em números absolutos, o Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam mais de 894,3 mil óbitos, mas têm população bem maior. É ainda o terceiro país com mais casos confirmados, depois de EUA (75,7 milhões) e Índia (41,8 milhões). Ao todo, mais de 386,9 milhões de pessoas contraíram oficialmente o coronavírus no mundo, e foram notificadas 5,7 milhões de mortes associadas à doença, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. Ocupação de UTIs é crítica em nove unidades da Federação Nesta quinta, uma nota técnica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que a taxa de ocupação de leitos de UTIs dedicados à covid-19 é considerada crítica, com mais de 80% de ocupação, em nove unidades da Federação: Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Espírito Santo. Segundo a publicação, em 13 unidades da Federação houve aumento recente das taxas de ocupação dos leitos de UTI para covid-19. Entre 25 capitais com dados disponíveis, 13 estão na zona de alerta crítico, nove na zona de alerta intermediário e oito fora da zona de alerta. Os pesquisadores do Observatório Covid-19 da Fiocruz avaliam que o comportamento das taxas de ocupação em estados e capitais "parece apontar para a interiorização de casos da doença". Algumas capitais já apresentam mais estabilidade ou mesmo queda nas suas taxas, enquanto as taxas dos estados crescem expressivamente. A nota técnica da Fiocruz ressalta que o cenário atual não é o mesmo registrado entre março e junho de 2021, a fase mais crítica da pandemia, e que mesmo com o acréscimo de leitos para covid-19 ocorrido nas últimas semanas, a disponibilidade de leitos é hoje bem menor. Os pesquisadores alertam para a baixa cobertura vacinal em diversas áreas do país, onde os recursos assistenciais são mais precários, e lembram que uma proporção considerável da população que não recebeu a dose de reforço ou não se vacinou é mais suscetível a formas mais graves da infecção com a ômicron. A Fiocruz destaca que a "elevadíssima" transmissibilidade da variante pode resultar em números expressivos de internações em leitos de UTI, mesmo com uma probabilidade mais baixa de ocorrência de casos graves. bl (ots)

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