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Desequilíbrio nutricional ameaça a saúde dos humanos e do planeta

No ritmo atual, o mundo não poderá cumprir oito das nove metas de nutrição propostas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) até 2025, adverte o texto.
09:17 | Nov. 23, 2021
Autor AFP
Tipo Notícia

Quase metade da população mundial sofre com uma dieta alimentar desequilibrada, seja pelo excesso, seja falta de alimentos, uma situação que também tem um impacto no planeta - alerta um relatório publicado nesta terça-feira (23).

 

O Relatório Global de Nutrição (GNR), publicado anualmente, destaca que 48% da população do planeta tem problemas de saúde por excesso de comida, ou por excesso de alguns componentes em sua dieta habitual - como a carne -, ou por falta de nutrientes.

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No ritmo atual, o mundo não poderá cumprir oito das nove metas de nutrição propostas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) até 2025, adverte o texto.

 

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Entre os objetivos, estão reduzir a desnutrição infantil e o atraso no crescimento, assim como a obesidade entre os adultos.

 

O relatório calcula que quase 150 milhões de crianças com menos de cinco anos apresentam deficiências de crescimento, mais de 45 milhões estão desnutridas, e quase 40 milhões têm sobrepeso.

 

Além disso, mais de 40% dos adultos (2,2 bilhões de pessoas) têm sobrepeso, ou obesidade.

 

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"As mortes previsíveis por causa de dietas desequilibradas cresceram 15% desde 2010 e as dietas desequilibradas são responsáveis por 25% de todas as mortes de adultos na atualidade", declarou a diretora do Grupo de Especialistas Independentes do GNR, Renata Micha, à AFP.

 

"As pesquisas mundiais mostram que nossas dietas não melhoraram nos últimos dez anos e agora representam uma ameaça para todo planeta", explicou.

 

O que está nas refeições

 

O relatório afirma que as pessoas nos países de baixa renda não comem vegetais e frutas suficientes.

 

Nos países ricos, o problema é o excesso de carne vermelha, laticínios e bebidas açucaradas.

 

O consumo de alimentos ultraprocessados também aumentou: carnes vermelhas e processadas já representam cinco vezes mais do que a recomendação máxima por semana.

 

O informe também destaca que os atuais objetivos nutricionais da OMS não mencionam a dieta alimentar, salvo a recomendação para se evitar o excesso de sódio.

 

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O GNR calcula que a demanda mundial de alimentos provocou quase 35% das emissões de gases do efeito estufa em 2018.

 

"Alimentos de origem animal têm uma pegada de carbono por produto mais elevada que a comida de origem vegetal", explica o texto.

 

O gado é particularmente responsável por esta situação.

 

O GNR calcula que seria necessário um orçamento anual de US$ 4 bilhões até 2030 para combater a desnutrição, o atraso de crescimento e a anemia maternal, assim como para se cumprir as metas de amamentação.

 


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