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Covid-19: DF flexibiliza restrições e vai vacinar quem tem 30 anos

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O Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou hoje (2) uma nova flexibilização das medidas de restrição adotadas em função da pandemia do novo coronavírus. O governo promete a publicação de novo decreto amanhã, autorizando atividades que estavam proibidas.

Ficam permitidos a partir de amanhã eventos gastronômicos e cívicos. Neste último grupo entra, por exemplo, o desfile de comemoração do 7 de setembro. Segundo o secretário da Casa Civil do DF, Gustavo Rocha, com a autorização cabe agora ao governo federal a decisão ou não sobre a realização do evento.

No caso de cultos, missas e rituais o novo decreto reduzirá a distância mínima definida entre os participantes. O limite, que até agora era de 1,5 metro entre cada pessoa, passará a ser de 1 metro pelo menos.

Nas competições profissionais, foi alterado o tempo de realização do exame de laboratório RT-PCR, cujo resultado negativo é condição para acesso às partidas. A partir da nova norma será preciso apresentar teste negativo com até 72 horas, em vez de 48 horas.

No mês passado, o GDF autorizou a realização de um jogo do Flamengo pela Copa Libertadores com público. Não haverá mais proibição da presença nessas competições de menores de 18 anos e gestantes. A capacidade máxima, até então de 25%, será ampliada para 30%.

Vacinação

Em entrevista coletiva, secretários do GDF também confirmaram a vacinação de pessoas com idades a partir de 30 anos a partir de amanhã. Serão disponibilizadas 170 mil doses, que serão aplicadas em 79 pontos de vacinação, cuja localização foi disponibilizada no site da Secretaria de Saúde.  

O secretário da Casa Civil também informou que o DF começará a vacinar adolescentes, na faixa de 12 a 17 anos, com comorbidades e com autismo. O cadastramento deste público começou hoje. O agendamento terá início amanhã, apenas para adolescentes com síndrome de down e autismo, inicialmente.

A aplicação das doses nesse público ocorrerá na quinta-feira e sexta-feira. Serão disponibilizadas três mil doses. No caso de pessoas com síndrome de down, não será preciso levar laudo médico.

Já para adolescentes com autismo, será necessário apresentar laudo apenas se a pessoa não tiver feito algum atendimento na rede pública do DF nos últimos 12 meses. Quem tiver dificuldade de acesso à internet para realizar o cadastramento e agendamento pode procurar uma Unidade Básica de Saúde.

De acordo com Gustavo Rocha, a vacinação das faixas a partir de 30 anos e de adolescentes com comorbidades foi impulsionada com o recebimento de uma quantidade a mais de doses. O DF vinha reclamando que as remessas estavam aquém e chegou a ingressar com uma ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O secretário da Casa Civil declarou que o Ministério da Saúde enviará 290 mil doses adicionais. Desse quantitativo, 90 já foram encaminhadas no último fim-de-semana. O avanço para novas faixas etárias será divulgado à medida que novos lotes sejam recebidos pela Secretaria de Saúde.

Também estão disponíveis vacinas da “repescagem” para professores. O GDF tem disponibilizado doses para a categoria em razão do retorno das aulas presenciais, a partir desta segunda-feira no caso da rede pública.

Durante a entrevista coletiva, Rocha informou que 195,1 mil pessoas tomaram a segunda dose em julho. O público que recebeu a primeira dose e deveria ter tomado a segunda no mês passado era de 213,2 mil. O secretário ressaltou a importância de todos que tomaram a primeira dose e já podem tomar a segunda que completem o ciclo vacinal.

Rocha acrescentou que o GDF está identificando algumas pessoas que compareceram para tomar uma terceira dose. Esses casos estão sendo repassados ao Ministério Público para apuração e eventual responsabilização.

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Brasil registra 1ª cirurgia contra diabetes tipo 2 feita com robô

Saúde
17:53 | Ago. 02, 2021
Autor Agência Brasil
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O empresário Edmilson Dalla Vecchia Ribas, 61 anos, foi o primeiro paciente com diabetes do tipo 2 submetido à cirurgia metabólica robótica em todo o mundo. A intervenção foi realizada no mês de julho, no Hospital Marcelino Champagnat, ligado à Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em Curitiba.

“Já saí do hospital sem tomar insulina”, disse Ribas hoje (2) à Agência Brasil. “Foi uma grande vitória. A recuperação foi muito rápida. Eu já estou com a vida normal, dirigindo, trabalhando, perdendo peso. Foi uma cirurgia com muito sucesso”.

Hoje, ele se considera curado. “É uma vitória da medicina e do doutor Alcides. É realmente um cara bom no que faz”.

Ribas se referia ao médico cirurgião do aparelho digestivo Alcides Branco, responsável pela cirurgia metabólica e pioneiro na técnica robótica.

Em entrevista à Agência Brasil, o médico disse que o uso do robô trouxe mais segurança e resultado para os pacientes. Antes, se fazia uma incisão na barriga do paciente, seguiu-se a laparoscopia por vídeos - técnica cirúrgica minimamente invasiva, na qual pequenas incisões são feitas na região abdominal – e, agora, a cirurgia com ajuda de robôs. “Isso trouxe uma qualidade em termos de pós-operatório e os pacientes têm um resultado muito positivo”, comentou o médico.

A cirurgia metabólica é uma cirurgia do trato gastrointestinal - com uso de técnicas da bariátrica - para tratar o diabetes tipo 2.

Outros três pacientes já estão cadastrados para fazer a cirurgia com auxílio do robô. Segundo o médico, a doença tem um vasto tratamento clínico, mas há uma porcentagem pequena de pacientes que não responde ao uso de medicamentos.

“O robô é uma ferramenta nova que veio somar no tratamento cirúrgico no diabetes, trazendo mais qualidade cirúrgica, mais segurança, resultados e melhor performance. Faz parte da evolução.”

Critérios

Alcides Branco observou, entretanto, que nem todos os pacientes com diabetes tipo 2 podem se submeter à cirurgia metabólica. Ela só é indicada nos casos em que o paciente não apresenta melhoras com tratamento clínico ou insulina. Essa triagem é feita pelo endocrinologista ou clínico geral.  

Entre os critérios para a cirurgia estão: pessoa ter sido diagnosticada com diabetes há menos de dez anos, ter menos de 70 anos de idade, usar dois ou três comprimidos por dia, fazer uso de insulina, ter obesidade grau 1, ou seja, Índice de Massa Corpórea (IMC) abaixo de 35. Se o paciente for obeso mórbido, o recomendado é a cirurgia bariátrica.

De acordo com Branco, o objetivo da cirurgia do diabetes é estimular o pâncreas a produzir insulina.

Segundo dados da Federação Internacional do Diabetes (IDF, da sigla em inglês), de 2019, o Brasil tem cerca de 17 milhões de adultos convivendo com o diabetes, sendo que nove em cada dez casos são de diabetes tipo 2.

Cirurgia

Na cirurgia robótica, o cirurgião controla um robô com quatro braços mecânicos equipados com diversos instrumentos médicos através de um painel de controle na sala de cirurgia. O equipamento possui câmeras que entregam imagens em 3D, ampliadas em até 20 vezes, com braços articulados em até 360º, o que permite maior liberdade e controle de movimento.

Entre as principais vantagens, o uso do robô garante maior precisão de movimentos e uma cirurgia menos invasiva, com redução de tempo de cirurgia e recuperação do paciente mais rápida que nos métodos convencionais com videolaparoscopia.

Recém-saído da cirurgia, o empresário Edmilson Ribas recomenda a intervenção com auxílio de robô para quem tem diabetes 2 e, como ele, não conseguia melhorar, apesar dos medicamentos e da insulina.

“A guerra do diabetes com o paciente é desigual. A gente luta contra ela, mas ela vai vencendo. É uma doença silenciosa, que não tem sintomas aparentes e quando você vê, foi tudo embora. O teu rim, o olho. Isso [cirurgia] foi uma esperança para nós, diabéticos. Era uma luz no fim do túnel que a gente não sabia quando ia se dar essa cura”.

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Em volta às aulas presenciais tranquila, estudantes e instituições de ensino superior alertam para medidas de prevenção

covid-19
17:50 | Ago. 02, 2021
Autor Gabriel Borges
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Enfrentar um recomeço não costuma ser uma tarefa tão simples em tempos de pandemia. A retomada gradual de antigos hábitos faz parte do processo de recuperação social e econômica. Nesta segunda-feira, 2, foi a vez dos estudantes do ensino superior se reencontrarem nas salas de aula. As atividades presenciais nas faculdades e universidades cearenses estão liberadas desde o dia 28 de junho. Entretanto, como muitas instituições de ensino já estavam no período de férias, a retomada ao modelo presencial acabou ocorrendo, de fato, apenas no início deste mês de agosto.

"Eu já vi que vai ser bastante proveitoso. Eu entendo toda a questão da preocupação da pandemia, mas também reconheço a importância do ensino presencial", relata Ana Alice, 20, estudante de Direito da Universidade de Fortaleza (Unifor).

A universitária, que está no oitavo semestre, conta que possui algumas complicações respiratórias, mas que sentiu segurança durante o primeiro dia de aula. "Eram poucos alunos na sala, um ambiente bem separado, professor com bastante zelo. Estou andando com um borrifador de álcool, todo lugar que eu vou, eu limpo, por questão de segurança", conta Ana.

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Por meio de nota, a Unifor celebrou a retomada do modelo presencial e reforçou o pedido de adesão às medidas sanitárias de segurança, como o uso obrigatório de máscaras, respeito ao distanciamento social e às demarcações sinalizadas no Campus, além de pedir que os alunos evitem aglomerações e informem caso apresentem algum sintoma gripal.

Para a estudante de Fisioterapia Beatriz Lopes, 22, a retomada à universidade foi bem diferente do que se via em tempos que antecederam a pandemia. "É muito diferente. Está muito vago, temos os protocolos que estão sendo seguidos, pedem muito isso da gente, mas como depende muito de cada pessoa, a gente tem que colocar um pé atrás", relata a estudante.

O comportamento dos colegas não é a única preocupação da jovem. Com a chegada da variante Delta, de origem indiana, ao Ceará, durante o mês de julho, a estudante teme que o modelo de aulas venha a passar por novas mudanças. "A gente fica apreensivo, fica com medo. A maioria do pessoal já está com pelo menos a primeira dose, mas, mesmo assim, sabemos que tem uma nova variante chegando e já ficamos nessa incerteza se poderemos parar de novo", comenta Beatriz.

Em outro ponto da Capital, próximo à av. Washinton Soares, que apresentava uma movimentação tranquila, mesmo com o fim das férias escolares, Stefany Vitoriano, 20, estudante de Psicologia do Centro Universitário 7 de Setembro (Uni7), aguardava a chegada do transporte público após o primeiro dia de aula.

A estudante do terceiro semestre teve nesta segunda-feira, 2, a sua primeira experiência em uma sala de aula do ensino superior, pois ingressou na faculdade durante a pandemia. "Me senti bem à vontade, está tudo muito tranquilo. Poucos alunos voltaram para a rotina, e está muito seguro", disse a jovem, que também alertou para a chegada da nova variante ao Estado.

"A expectativa estava muito grande, eu espero que continue o semestre todo, mas está tendo a nova variante. Recebemos a recomendação do uso da máscara, do álcool em gel e do distanciamento, hoje só tinham duas pessoas na sala".

Por meio de um comunicado, a Uni7 destacou a importância de todos os protocolos de segurança serem seguidos. Destacando também o pedido da constante higienização das mãos e do uso de espaços bem ventilados. Os riscos da variante Delta também foram ressaltados pela instituição.

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Variante Delta

Os primeiros casos da variante indiana no Ceará foram registrados em passageiros que estavam em voos vindos do Rio de Janeiro, com destino a Fortaleza.

Três mulheres e um homem, com idades entre 22 e 26 anos, moradores de Fortaleza (dois), Caucaia e Itapipoca foram diagnosticados com o vírus ainda no aeroporto da Capital. Todos os casos são monitorados pela Vigilância Epidemiológica do Estado.

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EUA: não vamos voltar aos lockdowns de março de 2020, já fizemos muito progresso

INTERNACIONAL
17:47 | Ago. 02, 2021
Autor Agência Estado
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A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, reforçou, em coletiva à imprensa, que os Estados Unidos não devem entrar em lockdowns como os vistos no auge da pandemia, em março do ano passado. "Já fizemos muito progresso na vacinação, muito progresso na economia", disse a porta-voz. Ela também reforçou que o governo tomará suas decisões com base na ciência e na avaliação de especialistas da saúde pública.
De acordo com Psaki, 20% dos casos nos Estados Unidos estão concentrados na Flórida. A porta-voz frisou a necessidade de incentivar que pessoas se vacinem e usem máscaras conforme orientação de autoridades médicas.
Questionada, ela afirmou que o governo americano ainda não tem previsão para revogar restrições a viajantes internacionais. Psaki disse não ter atualizações sobre essa decisão, mas que há discussões ocorrendo com autoridades oficiais.
No início da coletiva, o economista Gene Sperling, que coordena o aplicação do pacote fiscal aprovado em março pelo governo americano, afirmou que o presidente Joe Biden tem trabalhado para estender a moratória federal de despejo, mas ainda não conseguiu autoridade legal para fazê-lo.
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Escolas de São Paulo podem receber presencialmente 100% dos estudantes

Educação
17:24 | Ago. 02, 2021
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A partir de hoje (2), as escolas estaduais, municipais e particulares do estado de São Paulo estão autorizadas a retornar às aulas presenciais, podendo atender até 100% dos estudantes. As aulas foram suspensas pelo governo paulista no início da pandemia, em março do ano passado. No início deste ano, as aulas foram retomadas, mas havia limite de 35% na capacidade de ocupação.

A volta presencial a partir de hoje ainda não será obrigatória. A expectativa é de que a obrigatoriedade passe a valer a partir de setembro. Segundo a Secretaria Estadual da Educação, caso o estudante ou sua família queiram permanecer com as aulas remotas ou online, o responsável legal deverá comunicar, por escrito, à unidade escolar, comprometendo-se a manter a frequência do aluno de forma digital.

As escolas vão poder atender 100% dos alunos desde que seja obedecido o limite de um metro de distanciamento entre eles. Cada escola ficará responsável por estabelecer esse limite de acordo com a sua capacidade física. Se a escola não puder receber a totalidade dos alunos de forma presencial, ela poderá adotar um sistema de revezamento.

Rede estadual

Só na rede estadual de ensino há 3,5 milhões de esrtudantes, que serão obrigados a usar máscara no interior da escola. Segundo a Secretaria Estadual da Educação, ao chegarem às escolas todas as pessoas terão a temperatura aferida e, caso esteja acima de 37,5 graus, será orientado a retonaro para casa. Os protocolos também incluem higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70% e dos ambientes e ambientes arejados com portas e janelas abertas. Os especialistas dizem que os aspectos mais importantes a serem adotados para evitar a transmissão do novo coronavírus (covid-19) são a ventilação e o uso de máscaras.

Já os professores e servidores deverão voltar às aulas presenciais, sem revezamento. Mas no caso daqueles com comorbidades, só voltarão às aulas presenciais 14 dias após a aplicação da segunda dose das vacinas Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, Pfizer/BioNTech ou CoronaVac/Butantan/Sinovac ou dose única, no caso da vacina da Janssen.

A secretaria informou que os servidores e colaboradores que, por escolha pessoal, optarem por não se vacinar dentro do calendário local também deverão retornar.

Rede municipal

Na rede municipal de ensino, o limite de atendimento vai respeitar a capacidade física de cada unidade, mantendo o distanciamento de um metro entre os alunos. Segundo a Secretaria Municipal da Educação, todos os estudantes matriculados na educação infantil e no ensino fundamental e médio poderão ser atendidos na forma presencial e em sistema de revezamento semanal em no máximo duas turmas. Já nos Centros de Educação Infantil (CEI), poderão ser atendidas 60% das crianças e bebês matriculados, sem revezamento. A exceção é para os estudantes que compõem o grupo de risco. Nesse caso, eles devem permanecer em ensino remoto.

Por enquanto, a volta às aulas presenciais na rede municipal de São Paulo é facultativa, a critério dos pais ou responsáveis.

A orientação da prefeitura de São Paulo é para que as pessoas com qualquer sintoma da covid-19 procure auxílio médico e não compareça à unidade escolar.

Também a partir de hoje, os estudantes da rede municipal terão acesso às atividades de recuperação. Os estudantes com mais defasagem na aprendizagem em relação ao ano ou série em que estão matriculados vão participar da recuperação paralela no contraturno escolar.

Sociedade de Pediatria

Por meio de nota, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) disse que os pais não precisam ficar temerosos em mandar seus filhos para as escolas neste momento da pandemia. Segundo a entidade, pesquisas têm demonstrado que as crianças não são grandes transmissoras do vírus e não costumam evoluir de forma grave.

“A pandemia de covid-19 tem afligido todo o planeta e tem sido especialmente grave em nosso país, com mais de meio milhão de brasileiros perdendo suas vidas precocemente. Não obstante a isto, o número de crianças afetadas de forma grave e que evoluíram de maneira desfavorável foi relativamente pequeno”, disse Fausto Flor de Carvalho, presidente do Departamento de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

“As pesquisas realizadas no Brasil e no exterior têm demonstrado que crianças não são grandes espalhadoras do vírus, que costumam ter quadros leves a moderados e quase metade delas são assintomáticas”, explicou

Para Carvalho, a ausência das aulas presenciais tem provocado outros danos às crianças, como distúrbios alimentares e de relacionamento interpessoal (distanciamento dos amigos e contato apenas com adultos), além da dificuldade de concentração. “Assim, cremos que é momento adequado para retomada de aulas presenciais. Os pais devem trabalhar com os filhos sobre as medidas de proteção e devem estar em contato com a escola. Qualquer sintoma respiratório a criança deve ser afastada e procurar o serviço médico para diagnóstico. Uma boa comunicação entre pais, escolas e profissionais da saúde vai colaborar para uma volta mais segura e com mínimos riscos a todos”, disse.

Já o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) é contra a volta às aulas neste momento. Para o sindicato, a volta as aulas presenciais só deveria ocorrer após os professores terem tomado a segunda dose da vacina contra a covid-19. “Mais do que ninguém sabemos que o lugar dos professores e estudantes é nas escolas, mas não é este o momento”, diz o sindicato.

“O processo de vacinação dos profissionais da educação e da população está em curso. Portanto, não existe o menor sentido no retorno às aulas presenciais em agosto. Há professores que só receberão a segunda dose da vacina em setembro. Apenas após a vacinação de todos com a segunda dose e a garantia de todos os protocolos sanitários para garantir a manutenção do controle da pandemia é que poderemos retornar às escolas”, disse o sindicato em comunicado publicado em seu site.

Escolas particulares

Segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp), há cerca de 12 mil escolas particulares no estado, com 2,4 milhões de alunos no ensino básico. Nas escolas particulares, de acordo com o sindicato, as aulas presenciais ocorrem desde março. Mas até então, havia limite de 35% sobre o número de matrículas. A partir de hoje, após um período de férias, as escolas particulares estão retornando as aulas presenciais, podendo atender até 100% dos alunos, desde que mantido o limite de distanciamento físico entre eles.

"As escolas particulares seguem todos os protocolos recomendados pelo Plano São Paulo [plano de reabertura econômica do estado em vigência durante a pandemia], das autoridades de saúde e educação e o próprio protocolo do Sieeesp, elaborado por médicos, pediatras e especialistas", disse o sindicato.

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Geração de resíduos domiciliares e urbanos cresce na pandemia

Geral
14:38 | Ago. 02, 2021
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A geração de resíduos domiciliares e de limpeza urbana tiveram aumento médio de 10% no país em no ano passado, segundo levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Segundo a análise dos sistemas de coleta em diversos municípios, a quarentena contra a pandemia de covid-19, que fez com que mais pessoas trabalhassem em casa, concentrou a geração de resíduos fora das áreas comerciais e industriais.

“As medidas de isolamento social e a adesão ao home office, adotado por boa parte das empresas, influenciaram diretamente na geração de resíduos domiciliares, que antes eram gerados nos grandes centros e áreas corporativas, elevando a demanda pelos serviços de limpeza urbana nas cidades”, explica o diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho.

O Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, divulgado pela entidade no final do ano passado, mostra que, em 2019, a média per capita no país era de 379,1 quilos de resíduos sólidos gerados por ano. Em 2010, cada pessoa produzia em média 348,3 quilos de resíduos por ano.

Recicláveis

As mudanças de hábito durante a pandemia também mudaram o perfil dos resíduos urbanos, com um aumento médio de 25% na quantidade de materiais recicláveis coletados. De acordo com a Abrelpe, isso está ligado ao aumento das compras pela internet, que necessitam de mais embalagens para o envio dos produtos.

Segundo a associação, o crescimento do uso desses materiais não foi, entretanto, acompanhado de um aumento da reciclagem. “A reciclagem propriamente dita não cresceu na mesma proporção, já que boa parte do volume coletado foi encaminhada para unidades de disposição final devido ao fechamento ou à diminuição da atuação nas unidades de triagem em diversas cidades durante boa parte do ano passado”, destaca Silva Filho ao comentar como o trabalho das unidades de reciclagem também foi impactado pela pandemia.

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