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Saúde
CONTAMINAÇÃO

Johnson & Johnson é condenada a pagar R$ 18 bilhões a 22 mulheres por talco que causaria câncer

As vítimas alegam que o produto vendido pelo grupo possui em um de seus compostos amianto, uma fibra mineral proibida em vários países desde os anos 90

15:31 | 13/07/2018
Entre as mulheres que alegaram ter desenvolvido câncer pelo uso do produto, seis acabaram vindo a óbito (Foto: Reprodução/YouTube)
 
Considerado um dos líderes mundiais na indústria famacêutica, o laboratório norte-americano Johnson & Johnson foi condenado, nesta quinta-feira, 12, a pagar uma indenização equivalente a cerca de R$ 18,3 bilhões a 22 mulheres que alegaram ter desenvolvido câncer de ovário após o uso de talcos produzidos pela empresa. A multinacional, no entanto, negou as acusações e assegurou que seus produtos não causam câncer ou contêm substâncias cancerígenas.
 
As vítimas alegam que o talco vendido pelo grupo possui em um de seus compostos amianto, uma fibra mineral proibida em vários países desde os anos 90. Entre as mulheres que alegaram ter desenvolvido câncer pelo uso do produto, seis acabaram vindo a óbito. Os advogados delas alegam que a empresa tinha conhecimento que o talco estava contaminado com a substância desde os anos 70, mas não teria alertado os consumidores.

Em nota, a Johnson&Johnson disse estar "profundamente desapontada" com o resultado do julgamento e afirmou que irá recorrer a decisão. A empresa ainda informou que vários estudos mostraram que seus produtos, principalmente o talco, são seguros e que o veredicto foi resultado de um "processo injusto".

Além disso, a agência responsável por regular a produção de alimentos e medicamentos no país, a Administração de Comidas e Remédios (FDA, sigla em inglês), solicitou um estudo com diferentes amostras de talco da marca entre os anos de 2009 e 2010. De acordo com os resultados, não foi encontrado nenhum resquício de amianto.

O advogado das vítimas, por outro lado, disse à Corte que tanto a FDA quanto a multinacional utilizaram de métodos falhos para realização de testes.
 
Redação O POVO Online