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Saúde
alto índice mundial

Mesmo com queda, número de casos de hanseníase no Brasil é o 2º maior do mundo

O Brasil está em segundo colocado no ranking da hanseníase, atrás apenas da Índia. Mais de 32 mil pessoas são diagnosticadas com a doença, por ano, no Brasil

19:40 | 10/05/2018
Dados apresentados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) apontam que houve queda no número de casos de hanseníase no período entre 2015 e 2017. Anteriormente com 35 mil novos registros, o número agora é pouco superior a 32 mil diagnósticos.
 
Foto: Divulgação/MS
 
O levantamente foi realizado pela Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) atráves da plataforma DataSus, que consolida os dados coletados em toda a estrutura do sistema de saúde do Brasil.

No entanto, a doença está no radar do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) por ser considerado um problema de saúde pública no País, ou seja, quando há mais de um caso para 10 mil pessoas. Com esse número o Brasil é o segundo colocado no ranking mundial da hanseníase, sendo superado apenas pela Índia em número absoluto de casos.

"Embora se trate de uma doença infectocontagiosa, a hanseníase não é transmitida por simples relações de toque, ela se instala em pessoas com baixa imunidade após o contato direto com gotículas de saliva ou secreção do nariz de pessoas já infectadas", explicou o médico patologista Juarez Quaresma, membro da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), ao jornal Diário do Litoral.

Diagnóstico e cura
A doença, também conhecida como lepra, tem como sintomas manchas claras ou vermelhas na pele que causam a perda de sensibilidade na região são os principais sintomas da doença. Esses sinais geralmente acometem os braços e as pernas, mas também podem ser vistos em outras partes do corpo. Uma vez que a hanseníase ultrapassa a barreira cutânea e atinge também os nervos, o infectado perde também força e mobilidade dos membros. No Brasil, ainda segundo o levantamento realizado no DataSUS, o grau de incapacidade física dos adoecidos é avaliado em 87%.
 
Dado o resultado do exame, o tratamento, que pode ser gratuito pelo SUS, dura entre 6 meses e 1 ano dependendo do estágio em que a hanseníase for diagnosticada.

Pensando em reduzir o alto número de infectados, a Sociedade Brasileira de Patologia ressalta a importância do rápido diagnóstico da doença. "A hanseníase deixa de ser contagiosa quando começa o tratamento, ou seja, descobrir sua forma clínica e seu estágio para adiantar o processo de cura é fundamental para a diminuição da propagação da doença, é desse jeito que temos que trabalhar para diminuir o número de novos casos no Brasil", conclui Quaresma.
 
Redação O POVO Online