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Saúde
DST

Caso de "supergonorreia" alerta médicos britânicos

Uso de antibióticos comuns não estão fazendo efeito no paciente com a doença. Contaminação teria acontecido no sul da Ásia

21:44 | 29/03/2018
(Foto: AFP)
Um caso de "supergonorreia" foi classificado por médicos britânicos como o  "mais grave" já detectado da doença. Ao aplicar a combinação de azitromicina e ceftriaxona, tratamento comum para a Doença Sexualmente Transmissível (DST), os especialistas constataram que o homem contaminado não respondia aos antibióticos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia alertado para a aparição de um tipo de gonorreia resistente a antibióticos. 

Conforme o Serviço de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês), a contaminação teria acontecido durante uma relação sexual entre esse homem e uma mulher do sul da Ásia. Os médicos estão tentando rastrear pessoas que tiveram relações sexuais com o paciente para conter a possível propagação da doença. 
"Esta é a primeira vez que um paciente apresenta resistência a esses medicamentos e à maioria de outros antibióticos frequentemente usados", afirmou a médica Gwenda Hughes. O homem precisa esperar durante algumas semanas por testes de um antibiótico específico que pode funcionar para o tratamento da doença. 

A OMS alerta que a gonorreia está atualmente muito mais difícil de tratar por estar desenvolvendo uma resistência a antibióticos. A prática de sexo oral sem camisinha aumentaria a resistência da bactéria já que vários antibióticos já são utilizados para tratar doenças na garganta.
 
Também no Reino Unido, em 2015, foi detectado um tipo resistente à azitromicina. A OMS cobra que países monitorem a dispersão da gonorreia resistente e invistam em novas drogas. Atualmente, apenas três novas drogas estão sendo produzidas, e não há garantia da eficiência delas. 
 
Redação O POVO Online