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Saúde
Aedes aegypti

Pesquisa revela que pegar zika pode proteger contra dengue e vice-versa

A Prefeitura de Salvador ampliou os dados números dos vírus para todo o
14:05 | 22/02/2018

Foto: Luis Robayo / AFP
Recente estudo brasileiro publicado na revista The Lancet traz indícios de que a infecção pelo vírus zika pode ser uma defensora contra a dengue. Realizada por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), os profissionais debruçaram-se sobre dados colhidos em Salvador. A informação é do G1.
 
O ponto de partida é a relação entre o vírus da zika e o da dengue, que são provenientes do mesmo mosquito, o Aedes aegypti. Desde 2009, o pesquisador Guilherme Ribeiro, da Fiocruz Bahia, e outros dez cientistas, fazem uma análise da quantidade de pessoas com doença febril aguda que chegam em alguma unidade de pronto-atendimento de Salvador.
 
 
Conforme o artigo, até março de 2015, aproximadamente 25% dos pacientes analisados estavam doentes em decorrência da dengue. A confirmação acontecia mediante a testes laboratoriais. Ocorre que nos dois anos seguintes a frequência da dengue foi diminuida para 3%. A época coincide com a chegada da zika a Salvador.
 
Conforme Ribeiro, a ideia faz sentido sob a ótica da biologia, já que o vírus da dengue e o da zika são relacionados, da mesma família, tendo estrutura similar. Deste modo, pode acontecer a criação de uma resposta imune em que os anticorpos da infecção do zika gerem uma proteção contra a dengue. 
 
A Prefeitura ampliou os dados números dos vírus para todo o município, assegurando o declínio da dengue após a chegada do zika. O estudo, entretanto, ainda precisa ser aprofundado para a criação de evidências mais claras.
 
Ribeiro descarta a diminuição do número de mosquitos em Salvador porque os casos de chikungunya - também transmitida pelo Aedes - continuaram a aumentar. 
 
Redação O POVO Online