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Estudo indica que 36% dos alimentos têm agrotóxico proibido ou acima do limite

Foram testados 113 quilos de alimentos, que foram divididos em 50 amostras diferentes

16:35 | 31/10/2017
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Uma pesquisa inédita realizada pelo Greenpeace revelou que 36% dos alimentos comumente consumidos pelos brasileiros e vendidos em três feiras livres de São Paulo e Brasília contêm resíduos de agrotóxicos proibidos ou acima do permitido. O trabalho de levantamento foi feito entre os dias 11 e 13 de setembro. A informação é do Uol.

Para o estudo, foram comprados alimentos nas centrais de abastecimento de São Paulo, Brasília e na zona cerealista de São Paulo. Arroz branco e integral, feijão carioca, feijão preto, mamão formosa, tomate, couve, pimentão verde, laranja, banana nanica, banana prata e café foram os alimentos utilizados.

O estudo indica que os resultados são preocupantes, mencionando que os resíduos ilegais incluem agrotóxicos não permitidos para determinadas culturas e casos em que foram encontrados limites acima dos máximos definidos por lei.

Foram testados 113 quilos de alimentos, que foram dividídos em 50 amostras diferentes. Dessas amostras, 60% estavam com resíduos de agrotóxicos, o que não implica irregularidade. Em 18 amostras, tinha ou quantidade acima do permitido de agrotóxico ou produto não permitido para aquele tipo de cultura. Em 17 amostras, foi constatada a presença de mais de um tipo de agrotóxico.

Conforme a pesquisadora Karen Friedrich, da Fundação Oswaldo Cruz (Friocruz), o consumo de agrotóxicos causa, entre outros problemas, comprometimento da tireoide, dos hormônios sexuais, alterações hormonais e até câncer.

De acordo com a engenheira agrônoma Marina Lacorte, integrante da campanha de agricultura e alimentação do Greenpeace, os dados encontrados já eram aguardados por conta de outros estudos já publicados. Ela diz que os dados são similares aos que Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem encontrando. "Mais da metade do que a gente come tem resíduo", pontua.

 

Redação O POVO Online

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