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Saúde
fumo

Pesquisa sugere que cigarro eletrônico é tão prejudicial quanto cigarro tradicional

Para realizar o trabalho, Lundback e outros cientistas precisaram de 15 voluntários saudáveis e jovens

16:00 | 11/09/2017

(Foto: Kenzo Triboullard/AFP)

Um estudo apresentado no Congresso Internacional da Sociedade Europeia Respiratória, em Milão, na Itália, afirma que o uso de cigarros eletrônicos pode elevar os riscos de infarto ou derrame. Para Magnus Lundback, autor da pesquisa, embora o aparelho eletrônico seja vendido como uma alternativa ao cigarro tradicional, um número contínuo de evidências dá indícios de efeitos nocivos à saúde. As informações são do Uol.

Para realizar o trabalho, Lundback e outros cientistas precisaram de 15 voluntários saudáveis e jovens. Antes do teste, eles fumavam no máximo dez cigarros tradicionais diariamente. No experimento, eles passaram a usar o eletrônico com nicotina por 30 minutos em um dia e sem nicotina no outro. Pressão sanguínea, frequência cardíaca e enrijecimento das artérias foram medidos no mesmo instante em que os voluntários paravam de fumar e após duas e quatro horas.

Trinta minutos depois de usarem o cigarro eletrônico com nicotina, o resultado foi uma elevação significante na pressão sanguínea, na frequência cardíaca e no endurecimento das artérias. Já com os cigarros sem nicotina, exames não indicaram nenhum efeito.

A conclusão da pesquisa foi a de que a exposição ativa ou passiva a cigarros eletrônicos, assim como aos tradicionais, geram o enrijecimento das artérias. Esse problema está relacionado com o aumento no risco de ataques cardíacos e derrames.

Redação O POVO Online